A corrente de comércio, que engloba as importações e exportações, do Brasil cresceu 20,6% neste primeiro trimestre de 2021. Os resultados são muito favoráveis ao comércio exterior, pois atingiram US$ 109,62 bilhões como resultado. Com este aumento, as exportações cresceram 16,8% comparado ao ano passado, totalizando US$ 55,63 bilhões e as importações subiram 24,8% somando US$ 53,99 bilhões. A balança comercial teve um superávit de US$ 1,65 bilhão no período em relação aos três primeiros meses do ano passado. Os dados foram divulgados na quinta-feira (01/04) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia.

Desde o ano passado, as exportações e importações brasileiras vem crescendo e ganhando espaço no mercado. Analisando estes dados, podemos ressaltar o aumento crescente dos processos. Em entrevista coletiva, o secretário de Comércio Exterior do Ministério da Economia, Lucas Ferraz, lembrou que as exportações e importações brasileiras já vêm aumentando desde o terceiro trimestre do ano passado. “Então, se observa a economia brasileira se recuperando e isso, de certa forma, se refletia nas importações, sobretudo, além de uma economia internacional também em recuperação lenta, se refletindo no crescimento das nossas exportações”, comentou.

Em meio a uma pandemia, estes resultados são totalmente satisfatórios, porque nós passamos por um momento conturbado e difícil para a área dos negócios. Ainda segundo o secretário Lucas Ferraz, as estimativas estão em linha com a previsão da Organização Mundial do Comércio (OMC) de que este ano haverá um aumento expressivo do comércio internacional. Se no ano passado houve queda de 5,3% em volume, para 2021 a expectativa da OMC é de um crescimento da ordem de 8%. Diante deste cenário, mesmo com uma nova onda do Covid-19, o impacto não será tão negativo quanto ao ano passado e a previsão é de grandes melhoras para os negócios que ultrapassam as fronteiras.

Fonte: http://siscomex.gov.br/

Autora: Érika Barros Deboni

Na semana passada foi realizada a primeira operação no terminal logístico exclusivo de arroz, localizado junto ao Porto de Rio Grande no Estado do Rio Grande do Sul. Com destino à Costa Rica, o navio MV VOLA, com capacidade para 24 mil toneladas, atracou no cais público no dia 02 de abril e iniciou o carregamento da embarcação com o produto em casca no dia seguinte. A atividade se estendeu até nesta terça-feira, quando houve a partida do navio para o destino.

O terminal usa a antiga estrutura da Companhia Estadual de Silos e Armazéns (CESA), onde já atuava na exportação do grão, mas esta é a primeira operação no Terminal Logístico do Arroz (TLA). Ele passou por reformas nos últimos cinco meses. Possuindo capacidade para armazenar 60 mil toneladas, desde março já está recebendo cargas destinadas às exportações.

Antes do TLA, o arroz disputava espaço nos armazéns do porto com outros grãos, como a soja, e acabava sendo exportado apenas na entressafra da oleaginosa, quando sobrava espaço de armazenagem. “Havia duas opções: ou não se exportava e o Brasil deixava de enviar o produto ou se armazenava nos terminais retro portuários, uma maneira cara e demorada”, disse Fernando Fuscaldo Júnior, um dos sócios do TLA.

Atualmente, apenas 10% do arroz produzido no país é exportado, mas é responsável por manter o preço do mercado. Somente o estado gaúcho, maior produtor do grão, deve colher cerca de 7,6 milhões de toneladas e exportar cerca de 1 milhão neste ano. “A estimativa é de que o estado, que é responsável por 70% da produção nacional, colha entre 8 e 9 milhões de toneladas e exporte pelo menos 1 milhão de toneladas”, disse a superintendência. A projeção de colheita é mais otimista que a previsão da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para o Estado, que indica 7,63 milhões de toneladas na safra 2020/21, queda de 3% ante o ciclo anterior.

O arroz brasileiro segue para destinos como Venezuela, Cuba, Nicarágua e a já citada Costa Rica, além de países africanos. O órgão ainda lembrou que, no ano passado, pela primeira vez um carregamento brasileiro foi encaminhado para o México, país que estava habituado com a importação de arroz produzido nos Estados Unidos.

Por: Weleken Jadischke Cottica

Conforme informado pela Efficienza, no ano passado o Governo Federal publicou a Medida Provisória Nº 960, que objetivava a concessão extraordinária de mais 1 (um) ano de prazo para os beneficiários do regime especial de Drawback, cujos Atos Concessórios findavam em 2020.

Todavia, a demanda efetiva da economia mundial foi duramente atingida pela crise decorrente da pandemia, com reflexos deletérios para os bens industriais brasileiros. Em virtude da situação dos mercados pelo mundo, foi sugerida nova prorrogação dos prazos de isenção e suspensão do pagamento de tributos previstos nos atos concessórios do regime especial de Drawback.

Através do Projeto de Lei Nº 1.232/2021 propõe-se inserir na Lei Nº 14.060, dispositivo com essa prorrogação. Assim, os prazos de isenção e de suspensão do pagamento dos tributos previstos nos atos concessórios do regime especial de drawback de que tratam, respectivamente, o Art. 31 da Lei nº 12.350 e o Art. 12 da Lei nº 11.945, que tenham sido prorrogados por 1 (um) ano pela autoridade fiscal e que tenham termo em 2021 poderão ser prorrogados, em caráter excepcional, por mais 1 (um) ano, contado da data do respectivo termo.

A Efficienza segue atenta e em contato constante com o Ministério da Economia e a Secretaria de Comércio Exterior para atualizar periodicamente esta situação.

Autor: Felipe de Almeida

O Porto de Antonina, localizado no estado do Paraná, recebeu a sua primeira importação de malte na história. O porto, que teve a sua construção iniciada em 1856, auferiu mais de 15.700 toneladas de malte importados do Porto Bunbury, na Austrália. A descarga desta mercadoria foi iniciada na quinta-feira, dia 01/04, e finalizada na segunda-feira, no dia 05/04. O malte, que é a base para a fabricação da cerveja, foi descarregado e armazenado no porto e, posteriormente, destinado à uma cervejaria brasileira.

Gilberto Birkhan, presidente do TPPF (Terminais Portuários da Ponta do Félix), proferiu que “É fundamental que as empresas do setor cervejeiro sejam atendidas com eficiência, recebendo o suporte para a importação da matéria-prima necessária na produção da bebida. O TPPF recebe o malte pela primeira vez e segue oferecendo toda a estrutura exigida para fazer o manejo adequado do produto”.

O crescimento da atividade cervejeira no Brasil está avançando de maneira gradual. Os estados das regiões sul e sudeste são os com maiores concentrações de cervejarias no país, com mais de 80% das unidades brasileiras.

Escrito por: Joana Deangelis

Fonte: https://www.comexdobrasil.com

O Proex (Programa de Financiamento às Exportações) é um mecanismo do governo federal que provê recursos para empresas brasileiras exportadoras de bens e serviços. O principal objetivo é apoiar os pequenos negócios que fazem esse tipo de transação comercial internacional.

O Comitê Executivo de Gestão da Camex (Câmara de Comércio Exterior), publicou na última quinta-feira, dia 25, uma resolução que altera e simplifica as regras para concessão de financiamento de bens e serviços através do Proex.

Com a revisão das regras, o governo consolidou as condições comerciais do programa em um único ato normativo, aumentando a competitividade das exportações brasileiras.

As medidas da revisão foram definidas entre 2020 e 2021 e já podemos afirmar que resultarão em maior celeridade e previsibilidade dos processos de aprovação de financiamentos do Proex, aumentando a eficiência da utilização dos recursos públicos e ampliando a participação do setor privado.

A publicação da Resolução Gecex nº 166, de 23 de março de 2021, representa um dos primeiros reflexos das discussões sobre a reforma do sistema de apoio oficial à exportação, coordenada pela SE-Camex, visando a simplificação normativa, com a consolidação das condições comerciais do Proex em um único ato normativo.

Fonte: Ministério da Economia

Por: Andressa Carvalho

Profissionais de comércio exterior são extremamente importantes dentro de uma empresa com este perfil, pois um profissional qualificado ajuda a reduzir custos, encontrar soluções, pesquisar mercados, pesquisar tendências, produtos e, junto aos clientes e fornecedores definir estratégias para cada ação.

Normalmente, estes profissionais têm como responsabilidade controlar processos de importação e exportação de produtos, identificando as necessidades dos clientes e fornecedores, buscando oportunidades de compra ou venda e elaborando estratégias de negócio, bem como definindo serviços de seguro, logística, despacho, entre outros.

Um bom profissional de comércio exterior tem que ser aquele que não desiste nunca, disposto a acordar dia após dia para lidar com as dificuldades e encarar de peito aberto as mudanças diárias e surpresas que os órgãos públicos aplicam. Tem que estar aberto a conhecer novas culturas, acompanhar o cenário global de economia e política.

O mercado de comércio exterior é repleto de altos e baixos, por isso as empresas buscam profissionais com perfis de liderança, já que ter capacidade de tomar decisões pode ser benéfica para as situações que ocorrem diariamente. Este profissional deve estar preparado para correr o mundo se precisar ou ir acompanhar a chegada de um embarque no porto.

Conhecer os desafios que se encontram pelo caminho, é essencial, já que são vários obstáculos e barreiras que deverão ser resolvidos com máxima eficiência. Ser motivado destaca-se por conseguirem encontrar soluções, mesmo nas situações mais complicadas.

Importações e exportações são processos de grande importância pois envolvem tempo, dinheiro, riscos, documentos, cargas, dentre outras particularidades. Trabalhar em equipe, é fundamental para concluir os processos e alcançar resultados, compartilhar informações e conhecimentos, agregando valor à equipe e obtendo ideias, afim de encontrar melhores saídas.

Ser criativo nesta área, quer dizer criar soluções, de forma inovadora, para situações logísticas e mercadológicas. Ser criativo é poder negociar com o cliente e o fornecedor um produto novo ou um serviço melhor, agregando valor ao trabalho.

Uma comunicação boa é essencial pois ajudará a evitar falhas e resolver os problemas de forma mais ágil. Uma comunicação clara ajuda tanto os clientes, que não têm tempo a perder, quanto internamente, para a equipe de trabalho. Quem lida com diversas culturas e hábitos diariamente, deve ter a capacidade de se adaptar. Ser flexível, sairá bem em qualquer situação. Uma característica essencial é relacionar-se bem, usando a inteligência emocional, ou seja, não permitir que situações exteriores afetem nossa produtividade, além de buscar a verdadeira parceria dos colegas de trabalho. Saber aceitar críticas, ouvir e analisar o que não deu certo é um ótimo caminho para o crescimento pessoal.

Autor: Cristiane Rosana Maltauro Teixeira

No dia 30 de março a Confederação Nacional da Indústria (CNI) denotou uma lista com 111 medidas que, segundo a entidade, podem auxiliar o setor a recuperar a competitividade no mercado internacional. As propostas estão desmembradas em quatro eixos: política comercial, serviços de apoio à internacionalização, atuações em mercados estratégicos e cooperação internacional.

A Agência Internacional da Indústria propõe também melhor governança do “sistema público de financiamento e garantias às exportações”, o que, de acordo com a entidade, deve ser feito através do aprimoramento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e de maior autonomia do Banco do Brasil para realizar as operações do Programa de Financiamento às Exportações (Proex).

Para a Confederação da Indústria, também é prioridade uma reforma tributária para o comércio exterior. Segundo a CNI, tal reforma deve assegurar a imunidade tributária das exportações, eliminar a cumulatividade e o resíduo tributário nas vendas externas, resolver a questão da unificação de créditos tributários e manter os regimes aduaneiros especiais de Drawback, Regime Aduaneiro Especial de Entreposto Industrial sob Controle Aduaneiro Informatizado (Recof) e Regime Aduaneiro Especial de Entreposto Industrial sob Controle Informatizado do Sistema

Público de Escrituração Digital (Recof-Sped).

A CNI propõe a revisão da Lei de Lucros no Exterior com a finalidade de eliminar a tributação do lucro das empresas brasileiras com investimentos. “Investir no Exterior é uma atividade estratégica para o Brasil e o fato de as multinacionais do país pagarem mais impostos que sua antagonista no exterior, faz com que o país deixe de ter benefícios, como o aumento das exportações, da inovação interna e da produtividade”, argumenta a entidade.

Por conseguinte, a prioridade a conclusão e a implementação do Portal Único de Comércio Exterior, de forma a integrar os órgãos que autorizam as operações de importação e exportação e seus respectivos controles.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

Por: Tamara Fernandes Dutra

O bloqueio da passagem no Canal de Suez, devido ao navio da Evergreen que encalhou ali, está afetando a economia global. Mesmo com o desencalhe do navio nesta semana, pode levar um tempo até que tudo se estabilize.

Este canal é responsável por mais de 10% do comércio mundial e, até segunda-feira (29/03), quando o navio desencalhou, mais de 400 barcos estavam esperando a liberação da passagem pelo canal. Algumas embarcações optaram por redirecionar suas rotas, mesmo que por caminhos mais longos, para tentar economizar tempo. Com estas alterações de rotas, com o tempo que levará para normalizar a situação para que todos os navios que esperam passagem consigam seguir seus rumos e com os engarrafamentos em portos do todo o mundo, que ocorrerá devido a todo este congestionamento, houve um aumento nos valores de fretes internacionais, atrasos nas entregas de mercadoria e até mesmo aumento nos preços de produtos.

Assim sendo, é de vital importância deixar os fretes futuros da sua empresa alinhados e solicitar ajuda para planejar seus embarques. Conte com a equipe de Logística da Efficienza para lhe auxiliar nisso.

Autora: Isadora Conte Poletto

Fontes: Faz Comex , UOL , UOL Notícias , UOL Economia