Como já noticiado, o presidente americano Donald Trump aplicou sobre o Brasil a sobretaxa de 50% sobre os produtos exportados. Esta, entrará em vigor a partir de 1º de agosto de 2025, sexta-feira que vem.
O setor da carne, nos primeiros cinco meses de 2025, forneceu aos EUA 214.540 toneladas, um aumento de 112,7% em relação ao ano anterior, o que representa quase todo o volume das exportações de 2024. Com a nova tarifa, a alíquota sobe para cerca de 76%, tornando o produto brasileiro não competitivo no mercado americano.
Os importadores americanos que utilizam a carne moída, normalmente consumida em hambúrgueres e refeições prontas, deverão optar provavelmente por fornecedores alternativos ou repassar a alta aos consumidores. A tarifa abre espaço para concorrentes como Austrália, Argentina, Canadá e Uruguai. Especialmente a Austrália, que já vem liderando as importações americanas e pode ampliar sua participação.
A ABIEC (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne) declarou que as exportações ficam “praticamente inviáveis” com este novo tributo. As consequências são queda do PIB em até 1,2%, queda nos fluxos de dólar e desvalorização do real. Setores de carnes e agroindústrias podem registrar queda na produção e demissões, efeitos que também poderão pressionar a inflação de alimentos.
A atual tarifa representa um golpe severo às exportações brasileiras de carne rumo aos Estados Unidos, tornando-as inviáveis por conta dos elevados custos. O setor, o governo e empresas estão em pleno movimento para evitar perdas econômicas significativas, pressionando por negociações com Washington ou reorientando seus negócios para mercados alternativos.
Autor: Diego Bertuol
