As importações de aço continuam crescendo no Brasil e, em maio deste ano, atingiram um recorde histórico. Segundo dados do Instituto Aço Brasil, o país importou 699,7 mil toneladas no mês, o maior volume já registrado desde o início da série histórica da entidade, em 2013. O número representa um aumento de 24,8% em relação ao mesmo mês de 2024 e de 28,7% na comparação com abril deste ano.
A China segue como principal origem do aço importado, com 428,5 mil toneladas enviadas ao Brasil em maio — o equivalente a 61,2% do total. Os embarques chineses cresceram 53,9% no período, elevando a participação do país asiático nas importações brasileiras em 11,6%.
Com o resultado de maio, o volume acumulado em 2025 chega a 2,93 milhões de toneladas, uma alta de 26,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. Do total, 1,91 milhão de toneladas vieram da China, o que representa 51,9% das importações brasileiras — avanço de 51,9% em volume e de 10,8% em market share.
Para tentar conter esse avanço, o governo brasileiro implementou, em junho de 2024, o sistema de cota-tarifa, uma medida de defesa comercial voltada à proteção da indústria siderúrgica nacional. O mecanismo, porém, não surtiu o efeito esperado. Apesar disso, o setor solicitou sua renovação ao governo federal, considerando que a manutenção da barreira é o mínimo necessário para mitigar os impactos das importações.
A medida, que expiraria no mês passado, foi prorrogada por mais 12 meses, mantendo os parâmetros anteriores, incluindo uma margem adicional de 30% sobre a média de importações de 2020 a 2022. A nova versão da cota-tarifa também ampliou o escopo de produtos, passando de 19 para 23 tipos de aço sujeitos à sobretaxa de 25%.
Autora: Fernanda Morais de Oliveira
