Posts

Após a entrada em vigor das tarifas de 10% impostas pelos Estados Unidos em abril deste ano, empresas brasileiras estão adotando medidas concretas para manter e até ampliar sua competitividade no mercado norte-americano. Apesar das preocupações iniciais, os dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) demonstraram que, no primeiro mês sob o novo regime tarifário, as exportações do Brasil para os EUA cresceram 20%, alcançando US$ 3,5 bilhões.

Agora, com os reflexos mais imediatos superados, o foco se volta para a sustentabilidade desse desempenho. Indústrias de setores como alimentos e bebidas, aviação, agronegócio e tecnologia – que lideraram os embarques em abril – estão ajustando suas estratégias de mercado, logística e produção para reduzir os impactos das tarifas e manter o fôlego comercial.

A Associação Brasileira da Indústria Exportadora (Abiex) relata que, desde o anúncio das tarifas, diversas empresas investem em processos de certificação internacional, melhorias em rastreabilidade, reformulação de embalagens e otimização logística, especialmente nos segmentos de carnes, sucos e aeronaves. Essas ações têm como objetivo não apenas garantir o acesso ao mercado americano, mas também agregar valor aos produtos e evitar que os custos adicionais sejam repassados ao consumidor final.

“Estamos observando um movimento de adaptação rápida, o que demonstra maturidade e resiliência por parte dos exportadores brasileiros”, afirma Carolina Teles, consultora em comércio exterior. “A manutenção e o crescimento da participação brasileira no mercado americano dependerão não apenas da qualidade dos produtos, mas da capacidade de resposta estratégica das empresas.”, completa ela.

Algumas companhias, inclusive, estão aproveitando o cenário como oportunidade para diversificar sua atuação internacional, investindo em tecnologia, ESG e diferenciação de marca. Segundo levantamento da ApexBrasil, empresas que já operavam com foco em inovação têm conseguido compensar os efeitos das tarifas com ganho de escala e acesso a nichos de mercado premium nos Estados Unidos.

Além do esforço empresarial, há também movimentações em nível governamental. O Mdic confirmou que está em tratativas com representantes do governo norte-americano, com o objetivo de evitar a ampliação das medidas protecionistas e defender os interesses comerciais de setores estratégicos para a economia brasileira. A atuação diplomática e técnica será essencial para garantir segurança jurídica e previsibilidade para os exportadores.

Segundo projeções da própria ApexBrasil, caso o ritmo atual de crescimento se mantenha, as exportações brasileiras para os Estados Unidos podem ultrapassar a marca de US$ 42 bilhões até o final de 2025, o que representaria um avanço expressivo frente ao desempenho dos últimos anos e um reforço importante para a balança comercial brasileira.

A nova realidade imposta pelas políticas comerciais do governo Trump acende um alerta, mas também destaca a capacidade de reação da indústria nacional. Em vez de retração, o momento tem revelado um movimento estratégico de reposicionamento, fortalecimento da imagem do produto brasileiro e busca por mercados mais exigentes, o que pode consolidar a presença do Brasil como um parceiro confiável e competitivo no comércio internacional.

Autora: Alice Danielle Stefanon

Os desafios enfrentados pela logística internacional nos últimos anos têm levado empresas de diversos setores a adotarem novas estratégias para garantir a eficiência de suas operações. Com congestionamentos portuários, aumento dos custos e impactos geopolíticos, a necessidade de inovação e resiliência nunca foi tão evidente.

Para contornar esses desafios, muitas empresas estão diversificando suas rotas de transporte, buscando soluções intermodais e investindo em tecnologia para aumentar a previsibilidade e reduzir riscos. O uso de inteligência artificial, blockchain e monitoramento em tempo real tem permitido um controle mais eficiente sobre as cadeias de suprimentos, possibilitando ajustes rápidos e reduzindo os impactos de atrasos e custos elevados.

Além disso, há um movimento crescente em direção à regionalização da produção e ao fortalecimento de estoques estratégicos. A pandemia e os recentes conflitos internacionais demonstraram a importância de reduzir a dependência de um único fornecedor ou rota de transporte, tornando essencial o planejamento de alternativas para manter o abastecimento contínuo.

Outro fator que tem influenciado o comércio internacional é o avanço dos acordos comerciais digitais, que visam facilitar o fluxo de mercadorias e serviços por meio da padronização de processos aduaneiros e do uso de tecnologias inovadoras. Acordos como o DEPA (Digital Economy Partnership Agreement) vêm sendo adotados por diversas nações, promovendo maior eficiência nas transações comerciais e reduzindo barreiras burocráticas.

Além disso, mudanças nas regulamentações alfandegárias em regiões estratégicas, como a União Europeia e os Estados Unidos, exigem que as empresas se adaptem rapidamente às novas exigências para evitar atrasos e custos adicionais nas operações de importação e exportação.

Embora os desafios logísticos ainda sejam complexos, o setor tem demonstrado uma capacidade notável de adaptação e inovação. A colaboração entre empresas, governos e instituições internacionais será fundamental para garantir a estabilidade do comércio global nos próximos anos.

Autora: Charlene Pavloski

Uma nova semana, e uma nova leva de preocupações sobre as consequências do coronavírus. O número de mortos chegou a 1.770 na China, com 70.000 pessoas infectadas.

O comércio mundial passa por decrescimento, e nesta semana também deve deixar mais evidente os impactos do coronavírus sobre a economia chinesa e também o comércio global. Uma suposição da Amcham, a câmara americana de comércio, expôs que de 109 companhias do país com fábrica na China, 78% sofrem com falta de pessoal. Outras 48% dizem que o fechamento de unidades já afetou boa parte de seus fornecedores. Tendo em vista, 48 cidades em quatro províncias chinesas, algumas optaram por limitar o acesso à rodovias, ferrovias e transporte público. Mais da metade da população da China, totalizando 700 mil habitantes aproximados, estão vivendo sob determinado tipo de restrição de mobilidade.

Os primeiros parâmetros adotados pelo governo da China para abranger a propagação do vírus, foi uma nova retenção de locomobilidade nas cidades que estão associadas ao contágio do vírus. Em 23 de janeiro, foram limitadas entradas e saídas de pessoas de Wuhan, capital de Hubei, com o fechamento de estações de trem, de ônibus e do aeroporto. A circulação de veículos privados, de certa foram também foi restringida. Dias depois, essas mesmas medidas foram adotadas em cidades vizinhas.

A OMC salienta que o duradouro início de ano nas exportações e importações pode ser afetado mais pela ameaça do coronavírus. O barômetro aponta maiores quedas no indicador de transporte internacional de cargas (94,8) e de commodities agrícolas (90,9), enquanto as vendas de produtos automotivos se estabilizam (100). A redução nas encomendas de exportações (98,5) e componentes eletrônicos (92,8) parece estar se estabilizando. O pressuposto é de que o fraco desempenho do transporte de cargas (94,6) ao longo de 2019 parece ter chego ao seu limite. No ano de 2020, espera-se uma melhoria considerável, contornando este início de ano e dobrando a taxa de crescimento comparada ao ano passado.

Fonte: Valorinveste.globo

Por Felipe Pereira de Almeida.

Consolidar a marca da sua empresa e conquistar novos mercados é o anseio de muitos empresários hoje em dia. E essa conquista está cada vez mais fácil e ao alcance de todos, independentemente do tamanho da organização.

Com a tecnologia e a facilidade em integração com mercados no exterior, a Efficienza auxilia seus clientes a posicionar suas empresas em lugar de destaque no concorrido comércio internacional, aumentando a rentabilidade das mesmas e simplificando os procedimentos.

A importação é uma das vantagens competitivas que possibilita um diferencial para as empresas, seja importando equipamentos com alto nível de tecnologia, matéria prima de alta qualidade ou peças para reposição e revenda, cosméticos, eletrônicos, entre outros.

Além disso, com os novos procedimentos para habilitação da empresa junto à Receita Federal, tivemos uma redução na burocracia e prazo para análise e deferimento da solicitação. Após essa habilitação, sua empresa está pronta para iniciar as operações no comércio global.

Aliado a isso, o governo brasileiro ainda promove uma série de benefícios que culminam com a redução de impostos incidentes e aumento ainda maior dos lucros para a empresa importadora.

Conte com o auxílio de uma assessoria especializada como a Efficienza para ajudar você encontrar as melhores formas, custos e benefícios tributários para a concretização do seu projeto.

Por Fernanda Dal Corso Valentini.

O processo de comércio global é excessivamente manual e poderia se tornar mais eficiente se as empresas que importam e exportam e os governos que regulam o comércio implementassem melhores plataformas e processos. Uma destas plataformas pode ser o blockchain que se trata de uma tecnologia que permite, através de técnicas criptográficas, agilidade e segurança nas transações complexas.

O funcionamento desta tecnologia baseia-se em uma cadeia de blocos conectados seguindo uma lógica matemática. Cada bloco recebe um registro de data e hora e é vinculado ao bloco anterior, de modo que todas as transações são registradas cronologicamente, formando uma cadeia incontroversa. Isso significa que as informações de blockchain não são apenas compartilhadas, mas também continuamente reconciliadas conforme ocorrem as mudanças nos dados.

Como os blockchains estão disponíveis publicamente e são executados em computadores distribuídos em todo o mundo, não há um único banco de dados central. Isso reduz o risco de invasão de dados, pois é extremamente difícil remover, duplicar, modificar ou adulterar registros dentro de um blockchain.

Usar essa tecnologia para o comércio global pode resultar na automatização dos processos, eliminando a necessidade de muitos dos processos manuais atualmente necessários para mover materiais e mercadorias de um lugar para outro de forma segura, rápida e em conformidade com vários regulamentos de comércio e transporte.

O blockchain pode proporcionar maior transparência em toda a cadeia de suprimentos, beneficiando os usuários, proporcionando maior segurança sobre as partes envolvidas na transação, agilizando serviços financeiros e digitalizando documentos como cartas de crédito e conhecimentos de embarque.

O desempenho do potencial do blockchain exigirá mudanças sociais e políticas, e o desempenho de seu potencial para o comércio internacional exigirá que as empresas abandonem seus atuais processos manuais e que os governos renunciem a parte de seu controle sobre esses processos.

Por Raquel Cristina Munaro.