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O avanço da colheita da soja está impactando os preços dos serviços de transporte de grãos, conforme análise da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgada em fevereiro. A expectativa de uma produção recorde de soja, estimada em 166 milhões de toneladas, aumentou a demanda por caminhões, elevando os custos do frete, especialmente com a alta nos preços dos combustíveis.

Esse cenário já é visível em Mato Grosso, Minas Gerais, Bahia, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Distrito Federal e Goiás, onde as cotações de frete aumentam devido ao início da colheita. No Paraná, a variação foi negativa em algumas regiões, devido à colheita tardia. Já em São Paulo, os preços sofreram queda.

Em janeiro, os embarques de milho caíram para 3,6 milhões de toneladas, em comparação com 4,8 milhões no mesmo mês de 2024.

O porto de Santos foi o principal ponto de exportação, seguido pelos portos do Arco Norte e São Francisco do Sul. As exportações de soja também alcançaram 1,07 milhão de toneladas no mesmo período.

O Boletim Logístico da Conab fornece informações previstas sobre a entrega de fretes, a logística do setor agropecuário, as remessas e os fluxos de cargas no Brasil. Ele também analisa as principais rotas utilizadas para o escoamento da safra, além de abordar o movimento dos estoques da Conab, gerenciado por transportadoras contratadas via leilão eletrônico. Com base nesses dados, a Conab oferece uma visão abrangente do mercado de transporte de grãos e dos impactos logísticos no escoamento da produção agrícola brasileira.

Autora: Fernanda Morais de Oliveira

A exportação de produtos agrícolas está movimentando o mercado de frete marítimo nos portos do Paraná. O maior crescimento será nas exportações de milho, que entre os meses de julho e setembro, alcançou cerca de 2,071 milhões de toneladas, um volume significativo e maior em relação ao do mesmo período no ano passado.

Entre os navios que já atracados, programados ou que estão aguardando, no total, contabilizam 33 embarcações para carregar 7,233 milhões de toneladas de grãos e farelo de soja, milho e açúcar a granel.

A companhia nacional de abastecimento (CONAB), prevê que a produção de milho para esta temporada, deverá ser recorde no Brasil. Segundo pesquisas e números divulgados, os produtores da commodity deverão colher 86,1 milhões de toneladas na segunda safra. Tendo em vista a situação da logística internacional no durante e pós pandemia, esses números podem significar um novo marco para os fretes marítimos.

Ainda para o segundo semestre de 2022, segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), a estimativa é de que seja movimentado um volume de 631 milhões de toneladas, e para o final do ano, os números mostram estabilidade da movimentação anual.

Levando em conta que o Brasil é um dos maiores players na comercialização de commodities, a torcida é que este cenário se firme, e os preços de frete se estabilizem novamente.

Fonte: https://www.comexdobrasil.com/

Autora: Fernanda Moraes