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A logística internacional enfrenta um cenário desafiador em 2026, com conflitos no Oriente Médio afetando rotas comerciais e aumentando custos. A interrupção do tráfego no Estreito de Ormuz, responsável por 20% do fluxo global de petróleo, é um dos principais pontos de atenção.

O atual cenário geopolítico tem gerado grandes disrupções nas cadeias de suprimentos globais, particularmente nas operações de fretes marítimo e aéreo. Devido ao aumento dos riscos de segurança no Mar Vermelho e águas adjacentes, a maioria dos armadores suspendeu as passagens dos navios próximas as áreas de conflito e está redirecionando os navios pelo Cabo da Boa Esperança. Esse desvio aumenta as distâncias, o consumo de bunker, os custos operacionais e o tempo total de ciclo dos navios e aeronaves, estendendo os tempos de trânsito em muitas rotas comerciais em 10 a 20 dias ou mais.

O impacto inclui desequilíbrios na disponibilidade de navios e contêineres, extensão de transit time, reduzindo a capacidade global efetiva, aumento dos prêmios de risco de guerra e dos custos de seguro internacional, introdução e elevação de sobretaxas de contingência e emergência, cancelamentos de escalas (blank sailings), congestionamento em hubs estratégicos de transbordo e restrição de espaço.

Diante desses acontecimentos, já percebe-se aumentos nas tarifas de frete e demais taxas. Garantir espaço, confirmar rotas e manter a confiabilidade das programações se tornará cada vez mais desafiador.

Considerando a volatilidade extraordinária e as flutuações diárias do mercado todas as novas reservas serão cotadas estritamente com base nos níveis de mercado vigentes no momento da reserva e permanecerão sujeitas à confirmação e reconfirmação do armador.

Recomendamos fortemente planejamento antecipado e reservas com antecedência sempre que possível para mitigar interrupções. Nossa equipe permanece engajada para garantir espaço e oferecer as soluções mais viáveis comercialmente dentro das circunstâncias atuais.

Autora: Fernanda Dal Corso Valentini

Os conflitos armados em andamento no cenário internacional, como a guerra entre Rússia e Ucrânia e as tensões no Oriente Médio, continuam a provocar efeitos importantes no mercado financeiro global. Investidores e empresas devem estar atentos aos desdobramentos, já que as consequências ultrapassam as fronteiras dos países envolvidos.

Com base em dados recentes os principais impactos, são:

Oscilação no preço de commodities: Petróleo, gás natural e alimentos tendem a registrar alta de preços durante períodos de guerra, especialmente quando os países envolvidos são grandes produtores ou exportadores. Essa instabilidade pode pressionar a inflação em diversas economias.

Aumento da aversão ao risco: Em momentos de incerteza geopolítica, investidores migram para ativos considerados mais seguros, como o dólar, ouro e títulos do Tesouro norte-americano. Isso pode provocar desvalorização das moedas de países emergentes, como o real.

Volatilidade nas bolsas de valores: As bolsas ao redor do mundo costumam reagir de forma imediata às notícias de conflito. O medo de impactos econômicos mais profundos pode gerar quedas acentuadas, especialmente em setores mais sensíveis, como energia, aviação e comércio internacional.

Apesar das incertezas, especialistas recomendam cautela e visão de longo prazo. Diversificação de investimentos e acompanhamento constante do cenário político-econômico são estratégias essenciais para mitigar riscos em tempos de instabilidade internacional.

Fontes: Cnn.com, Economist.com, Gov.com

Autora: Marina Borella Borges