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A logística internacional enfrenta um cenário desafiador em 2026, com conflitos no Oriente Médio afetando rotas comerciais e aumentando custos. A interrupção do tráfego no Estreito de Ormuz, responsável por 20% do fluxo global de petróleo, é um dos principais pontos de atenção.

O atual cenário geopolítico tem gerado grandes disrupções nas cadeias de suprimentos globais, particularmente nas operações de fretes marítimo e aéreo. Devido ao aumento dos riscos de segurança no Mar Vermelho e águas adjacentes, a maioria dos armadores suspendeu as passagens dos navios próximas as áreas de conflito e está redirecionando os navios pelo Cabo da Boa Esperança. Esse desvio aumenta as distâncias, o consumo de bunker, os custos operacionais e o tempo total de ciclo dos navios e aeronaves, estendendo os tempos de trânsito em muitas rotas comerciais em 10 a 20 dias ou mais.

O impacto inclui desequilíbrios na disponibilidade de navios e contêineres, extensão de transit time, reduzindo a capacidade global efetiva, aumento dos prêmios de risco de guerra e dos custos de seguro internacional, introdução e elevação de sobretaxas de contingência e emergência, cancelamentos de escalas (blank sailings), congestionamento em hubs estratégicos de transbordo e restrição de espaço.

Diante desses acontecimentos, já percebe-se aumentos nas tarifas de frete e demais taxas. Garantir espaço, confirmar rotas e manter a confiabilidade das programações se tornará cada vez mais desafiador.

Considerando a volatilidade extraordinária e as flutuações diárias do mercado todas as novas reservas serão cotadas estritamente com base nos níveis de mercado vigentes no momento da reserva e permanecerão sujeitas à confirmação e reconfirmação do armador.

Recomendamos fortemente planejamento antecipado e reservas com antecedência sempre que possível para mitigar interrupções. Nossa equipe permanece engajada para garantir espaço e oferecer as soluções mais viáveis comercialmente dentro das circunstâncias atuais.

Autora: Fernanda Dal Corso Valentini

O presidente iraniano, Hassan Rohani, celebrou na última quinta-feira (22) a “histórica inauguração” de um novo terminal de exportação de petróleo no golfo de Omã. Ele evitará a travessia pelo estratégico Estreito de Ormuz, onde patrulham navios de guerra dos Estados Unidos.

Este oleoduto permitirá à República Islâmica exportar seu petróleo do porto de Jask, poupando os navios petroleiros de vários dias de navegação a partir do porto de Kharg, ambos no Golfo de Omã. Também permitirá evitar o Estreito de Ormuz, coração de tensões estratégicas entre Irã e Estados Unidos, país considerado inimigo e com vários navios de guerra na área.

Por causa das sanções americanas, o Irã é muito discreto sobre o destino das exportações de petróleo, tanto que, poucos clientes ainda se arriscam a comprar. Em junho, o Irã produziu 2,47 milhões de barris diários, segundo as últimas estatísticas disponíveis da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

Fonte: https://www.bol.uol.com.br

Autora: Daiane Deolindo Rosa