Posts

Publicado em 1º de agosto de 2025

Exportadores brasileiros de petróleo decidiram suspender temporariamente os embarques para os Estados Unidos diante da incerteza em torno da nova tarifa de 50% anunciada pelo governo norte-americano. A medida, que deve entrar em vigor nos próximos dias, levou empresas como Petrobras, Shell, TotalEnergies, Equinor e ExxonMobil a interromperem os envios ao país para evitar perdas financeiras em caso de aplicação retroativa da alíquota.

Embora o petróleo bruto estivesse inicialmente incluído na lista de exceções à tarifa majorada, a falta de confirmação oficial sobre essa exclusão gerou cautela no setor. Parte da produção já destinada aos Estados Unidos está sendo armazenada em navios-tanque enquanto o cenário não se esclarece. De acordo com a Associação Brasileira de Petróleo (IBP), o volume exportado ao mercado norte-americano representa uma média de 243 mil barris por dia, o que torna o impacto imediato considerável.

A suspensão dos embarques evidencia o alto grau de sensibilidade das operações internacionais às decisões políticas e tarifárias, e reforça a importância de estratégias comerciais flexíveis. Enquanto isso, o setor avalia rotas alternativas e redirecionamento para outros mercados, especialmente no continente asiático. A situação é acompanhada de perto por autoridades brasileiras e líderes empresariais, que esperam uma definição clara dos critérios de isenção por parte do governo dos EUA para que as operações possam ser retomadas com segurança.

Autora: Alice Danielle Stefanon

A confirmação da tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos, válida a partir de 1º de agosto de 2025, gerou uma forte onda de movimentações no setor exportador nacional. A medida, anunciada pelo presidente americano Donald Trump, acende um alerta para empresas que dependem do mercado norte-americano e reforça a necessidade urgente de adaptação estratégica para minimizar os impactos.

A sobretaxa se aplica a todos os produtos de origem brasileira, independente da rota ou do país intermediário por onde a carga transite. Na prática, isso representa um aumento expressivo nos custos operacionais e uma perda significativa de competitividade frente a outros países que mantêm relações comerciais mais estáveis com os Estados Unidos.

Diante desse novo cenário, especialistas em comércio exterior recomendam que empresas exportadoras brasileiras reavaliem suas rotas logísticas, seus contratos internacionais e, principalmente, o mix de mercados atendidos. A diversificação de destinos comerciais tem se mostrado uma alternativa estratégica, com destaque para mercados da União Europeia, América Latina, Oriente Médio e Ásia, onde ainda existem acordos mais favoráveis ou menos instabilidade tarifária.

A mudança imposta pela tarifa americana também impacta diretamente a estrutura logística das operações. Empresas estão sendo forçadas a renegociar contratos com armadores, rever prazos de entrega e adaptar seus centros de distribuição fora dos Estados Unidos. A cadeia logística precisa, agora, ser replanejada com foco em eficiência, redução de riscos e ampliação de alternativas operacionais.

Além dos ajustes comerciais e logísticos, o momento exige uma revisão das estratégias de precificação. Produtos com menor valor agregado podem se tornar inviáveis nos Estados Unidos, e por isso há um movimento crescente em direção à exportação de produtos com diferenciais técnicos, maior qualidade ou com valor percebido mais elevado — que absorvem melhor variações de custo e têm maior margem de negociação.

Pequenas e médias empresas, mais vulneráveis a oscilações externas, também precisam redobrar a atenção. A busca por orientação técnica especializada pode ser fundamental para manter a viabilidade de suas operações internacionais. O cenário atual exige mais planejamento, mais informação e, principalmente, agilidade na tomada de decisões.

Enquanto o governo brasileiro atua diplomaticamente para tentar reverter a medida — por meio do Ministério das Relações Exteriores e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços —, o setor produtivo já se reorganiza para enfrentar os novos desafios impostos por essa mudança drástica no comércio bilateral com os Estados Unidos.

Autora: Alice Danielle Stefanon

Desde a sua criação, os containers são muito utilizados na logística internacional. Eles podem ser utilizados nos embarques marítimos e aéreos, para armazenar cargas gerais. Facilitam a estufagem e manuseio, padronizando o transporte.

Os containers no modal marítimo são disponibilizados pelos armadores, que são os donos dos navios. O agente de carga ficará responsável pela reserva de espaço no navio junto ao armador. Após o recebimento do “booking”, a transportadora entrará em contato com o terminal de containers vazios (DEPOT) e solicitará a retirada do container para estufagem. Este container pode apresentar cheiro ou não estar totalmente limpo. Neste caso, aconselhamos as empresas que exportam alimentos, bebidas ou produtos que não possam estar em contato com óleos (possíveis manchas no chão do container) ou odores muito fortes, que informem ao agente a necessidade de container padrão alimento (food grade) no momento da cotação. Os tipos de containers que podem ser disponibilizados como padrão alimento são: 20’STD, 40’STD e 40’HC.

Os armadores cobram uma taxa adicional para disponibilizar esse tipo de container ao exportador, porém haverá a garantia de que o equipamento estará em condições para a carga ser estufada. O valor da taxa food grade varia de acordo com cada armador. Pode ser cobrada em dólar ou real e sempre é calculada pela quantidade de containers.

Entre em contato com nosso departamento de logística. Poderemos lhe ajudar a solicitar o melhor equipamento para o seu transporte.

Por Natalia Schiavenin.