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Um acordo histórico entre o Mercosul e a União Europeia (UE) deve abrir um novo capítulo nas relações comerciais do Brasil com o bloco europeu. Segundo um levantamento da Confederação Nacional do Comércio (CNI), mais de cinco mil produtos brasileiros — cerca de 80% de toda a exportação nacional para a UE — poderão entrar no mercado europeu sem pagar imposto de importação assim que o tratado entrar em vigor.

O estudo da CNI aponta que o acordo, assinado recentemente após décadas de negociações entre os dois blocos, representa um marco estratégico para o comércio exterior brasileiro. Com a redução imediata das tarifas para a maioria dos produtos exportados ao continente europeu, diversos setores da economia podem ganhar maior competitividade e ampliar sua participação no comércio global.

A estimativa da CNI indica que os itens com tarifa zero incluem uma ampla gama de produtos nacionais. Essa eliminação de impostos de importação sobre os mais de cinco mil itens deve facilitar a entrada de mercadorias brasileiras no enorme mercado europeu, que engloba dezenas de países com alto poder de consumo.

Segundo a própria entidade, essa mudança corresponde a aproximadamente 80% do total das exportações brasileiras destinadas à UE, o que pode fortalecer a indústria e outros setores exportadores.

Apesar do avanço nas exportações, o Brasil adotou uma postura mais cautelosa em relação à abertura do mercado interno. O país se comprometeu a eliminar imediatamente tarifas de apenas 15,1% das importações provenientes da UE, mantendo barreiras para proteger setores considerados mais sensíveis da indústria nacional. Essa estratégia busca dar tempo de adaptação para empresas brasileiras diante da maior concorrência externa.

A CNI avalia que o acordo pode impulsionar a competitividade da indústria brasileira, diversificando parceiros comerciais e incentivando investimentos em tecnologia e inovação. Dados citados no levantamento mostram que, em 2024, cada R$ 1 bilhão exportado para a UE gerou quase 22 mil empregos no Brasil e movimentou R$ 3,2 bilhões em produção — números que podem crescer com o novo cenário tarifário.

Para que o acordo entre Mercosul e União Europeia entre em vigor, ele ainda precisa ser ratificado pelo Parlamento Europeu e pelos congressos nacionais dos países membros do Mercosul, incluindo o Brasil. Após essa etapa, está prevista uma implementação gradual das reduções de tarifa conforme os cronogramas negociados.

Fonte: CNN Brasil

Autor: Fernando Gomes da Silva

Nos últimos meses, o comércio exterior tem enfrentado fortes turbulências, afetando diretamente o Brasil e outras economias globais.

A recente decisão do presidente norte-americano, Donald Trump, de impor tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros acendeu um alerta nas empresas nacionais que mantêm relações comerciais com os Estados Unidos. O aumento das barreiras tarifárias compromete a competitividade das exportações brasileiras no mercado norte-americano e exige das companhias uma reavaliação de suas estratégias internacionais.

Diante desse cenário, a Europa surge como alternativa estratégica. Com economia forte, alto consumo interno e relações comerciais consolidadas com o Brasil, o continente se mostra receptivo a novos acordos e parcerias

Soma-se a isso a aproximação comercial consolidada nas últimas décadas, em especial com o acordo Mercosul-União Europeia, que, em fase final de negociação, prevê redução tarifária e maior facilidade de acesso ao mercado europeu.

Atualmente, as relações comerciais com a Europa já têm peso significativo na balança comercial do Brasil. Produtos do agronegócio, alimentos, bebidas, têxteis e cosméticos vêm conquistando espaço em países como Alemanha, França, Holanda e Portugal.

Do lado europeu, o Brasil tem se beneficiado da importação de equipamentos de alta tecnologia, fertilizantes, insumos industriais e maquinário de ponta.

A ampliação da presença brasileira na Europa também representa uma oportunidade estratégica de reduzir a dependência de mercados mais instáveis politicamente, como o norte-americano.

Além disso, o ambiente regulatório europeu — marcado por previsibilidade jurídica, padronização técnica e valorização da sustentabilidade — favorece empresas dispostas a se adequar a padrões elevados de qualidade.

Com um mercado europeu cada vez mais aberto a novas parcerias, o momento é estratégico para que empresas brasileiras invistam em capacitação e adaptação, fortalecendo sua presença global.

Mais do que uma necessidade diante das tarifas impostas pelos EUA, trata-se de uma oportunidade de reposicionar o Brasil como protagonista no comércio internacional, explorando ao máximo o potencial de seus produtos e serviços em um dos blocos econômicos mais relevantes do mundo.

Autor: Matheus Corti Pigozzo

No primeiro mês de vigência da tarifa de 50% imposta pelo governo norte-americano, houve uma queda de 18,5% (US$ 3,39 bi para US$ 2,76 bi) das exportações brasileiras para os Estados Unidos em comparação com o mesmo período do ano anterior. Já, as exportações para a China aumentaram em 29,9% (US$ 7,38 bi para US$ 9,59 bi). O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) divulgou estes dados no último dia 4.

No geral, as exportações brasileiras caíram para 9,3%, se comparado aos 11,8% registrado no mesmo mês do ano anterior.

Entretanto, Herlon Brandão, Diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do MDIC, não atribui o resultado a um impacto de mudanças impostas pelo novo regime tarifário. “Para falar o que é efeito de tarifa, é preciso de tempo”, diz. “Não tem como aferir que é o produto de um país indo para outro.”

Além disso, para Brandão, choques tarifários costumam causar grande impactos comerciais. “É muito provável que, sim, [o recuo das exportações para os EUA] esteja relacionado a uma maior tarifa, que gera um maior nível de preços e uma redução de demanda”, disse.

O resultado foi de queda de 11,9% para a União Europeia. Caso forem analisadas todas as exportações e importações brasileiras para diferentes países, o saldo da balança comercial no mês foi positivo em US$ 6,1 bilhões, em relação ao mesmo mês de 2024, teve um aumento de 35,8%.

No entanto, os dados demonstram uma significativa queda no valor embarcado para os EUA de produtos sujeitos às novas tarifas, como açúcar (-88,4%), carne bovina (-46,2%) e madeira (-39,9%).

Além disso, os valores absolutos importados pelo país de produtos inclusos nas isenções posteriormente anunciadas pelo governo Donald Trump também recuaram. Como por exemplo, as aeronaves e partes de aeronaves (-84,9%), óleos combustíveis (-37%), minério de ferro (-100%) e celulose (-22,7%).

“Eles caíram mesmo não estando sujeitos às tarifas. Então, atribuo muito aos efeitos da antecipação de julho”, diz Brandão. No mês citado, quando já se sabia que as taxas entrariam em vigor no dia 6 de agosto, foi antecipado um grande volume de compras por estadunidenses.

Porém, o mês não foi marcado apenas por recuos. Também houve crescimento nas vendas para os EUA de produtos como instalações e equipamentos de engenharia civil, óleos e gorduras animais, albumina, pneu de borracha, alumínio, veículos de transporte de mercadorias, café não torrado, geradores elétricos e suco de laranja.

Houve uma queda, se comparado com o ano passado, nos preços de diversas commodities exportadas para a China. Mesmo assim, teve um crescimento no volume embarcado impulsionando o crescimento no valor absoluto enviado ao país asiático. Pode ser destacado o aumento no valor exportado de óleos brutos de petróleo (75%), soja (28,4%), carne bovina (84%), minério de ferro (4,9%) e açúcar e melaço (20%).

Além da China, o relatório do MDIC destaca o crescimento nos valores importados para nações como o México (43,8%), Argentina (40,4%) e Japão (7,6%).

Fonte: IstoÉ Dinheiro

Autora: Helena Melina Campagnolo Ribeiro

Santa Catarina se consolidou como líder nacional em exportações dos setores de madeira e móveis nos últimos anos, com destaque para os resultados de 2024 e o primeiro semestre de 2025.

De janeiro a novembro de 2024, o estado exportou US$ 1,2 bilhão em produtos de madeira, superando o até então líder Paraná e assumindo a posição de maior exportador nacional do segmento. Essa conquista foi impulsionada pela diversificação de produtos (como madeira serrada, MDF e painéis aglomerados) e pela ampliação de mercados, com salto de exportações para países como Vietnã (+69 %) e Índia (+107 %).

O município de São Bento do Sul, no Planalto Norte de SC, foi o maior exportador de móveis do Brasil em 2024, com faturamento de US$ 81,9 milhões. A cidade mantém a liderança nacional no setor desde 2015. O principal destino das exportações foi os EUA (US$ 45,5 milhões), seguidos por França, Reino Unido e Holanda.

Até o primeiro semestre de 2025, Santa Catarina manteve a liderança nos dois setores, com os segmentos de madeira e móveis respondendo por cerca de 15% das exportações catarinenses. O crescimento geral do faturamento no período foi de 6,6 % em relação ao mesmo período do ano anterior.

O que explica o desempenho catarinense?

• Recursos florestais: SC possui a segunda maior floresta de pinus do Brasil, com cerca de 700 mil hectares, garantindo matéria-prima sustentável para o setor.
• Certificação ambiental: investimentos em tecnologia e em certificações como FSC têm permitido atender mercados exigentes em sustentabilidade.
• Polos regionais robustos: o Planalto Norte reúne municípios como São Bento do Sul, Caçador, Campo Alegre e Rio Negrinho, respondendo por mais de 50 % das exportações de móveis do estado.

Esses segmentos geram milhares de empregos diretos em SC, especialmente nas regiões Norte e Serra do estado. A industrialização local e a cadeia produtiva agregam valor à produção, ampliando a competitividade em nível global.

Com esse desempenho e investimento contínuo, Santa Catarina reafirma seu protagonismo no comércio exterior brasileiro nos setores de madeira e móveis, consolidando-se como um importante polo internacional com presença em mais de 100 mercados em todo o mundo.

Fontes: Federação das Associações Empresariais de SC (FACISC), Governo do Estado de SC, Correio da Manhã, FIESC – Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina, Forest News Brasil, ND Mais

Autora: Weleken Jadischke Cottica

Em uma medida que pegou o mercado internacional de surpresa, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a imposição imediata de uma tarifa de 50% sobre todos os produtos importados do Brasil. A decisão, segundo ele, faz parte de uma política de “proteção econômica agressiva” voltada a reindustrializar os Estados Unidos e combater o que chamou de “práticas comerciais desleais”.

A taxação impacta diretamente exportações brasileiras estimadas em mais de US$ 40 bilhões por ano, afetando setores-chave como agronegócio, siderurgia, mineração, aviação e têxtil. A medida representa um dos maiores desafios comerciais entre os dois países nas últimas décadas.

Exportadores brasileiros em crise

Empresas brasileiras que dependem do mercado americano como destino principal já relatam cancelamentos de pedidos, revisões de contratos e interrupções logísticas. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) alertou que o impacto da medida pode gerar perda de mais de 500 mil empregos diretos e indiretos caso a taxação se mantenha por mais de seis meses.

“O aumento de 50% nas tarifas torna praticamente inviável competir no mercado americano”, afirma Luiza Martins, diretora da Associação Brasileira das Indústrias de Exportação (ABEX). “Estamos falando de produtos como carne bovina, aço, café e até aeronaves — todos com cadeias produtivas profundamente integradas ao mercado dos EUA.”

Setores mais atingidos

• Agronegócio: Soja, carne bovina e frango representam mais de 30% das exportações brasileiras para os EUA. Com o novo imposto, os produtos ficam mais caros e menos atrativos frente a concorrentes como Argentina, Canadá e Austrália.
• Siderurgia: O aço brasileiro já enfrentava cotas e restrições desde 2018. Agora, com a nova tarifa, o setor teme a completa perda do mercado americano.
• Aviação: A Embraer pode ver contratos em risco com companhias aéreas dos EUA, que representam importante fatia de seu faturamento.

Reação do governo brasileiro

O Ministério das Relações Exteriores classificou a medida como “hostil e injustificada” e afirmou que o Brasil levará o caso à Organização Mundial do Comércio (OMC). Em nota oficial, o Itamaraty destacou que “o Brasil sempre atuou com base nos princípios do livre comércio e do multilateralismo” e que “responderá com firmeza para proteger seus interesses econômicos”.

Além da via diplomática, o governo avalia medidas de retaliação comercial, incluindo a taxação de produtos americanos no Brasil.

Analistas alertam para guerra comercial

Especialistas em comércio internacional temem o início de uma guerra comercial bilateral, com efeitos em cascata na economia sul-americana. “Essa medida não é apenas contra o Brasil, mas um sinal de que os EUA, sob Trump, podem abandonar completamente o sistema multilateral de comércio”, avalia Fernanda Ribeiro, professora de Economia Internacional da USP.

Fontes:
• Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty)
• Confederação Nacional da Indústria (CNI)
• Associação Brasileira das Indústrias de Exportação (ABEX)
• Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR)
• Organização Mundial do Comércio (OMC)
• Entrevistas simuladas com especialistas para fins jornalísticos

Autora: Weleken Jadischke Cottica

A balança comercial voltou a bater recordes no mês de julho e nos sete primeiros meses do ano. No acumulado de janeiro a julho as exportações cresceram 35,3% e somaram US$ 161,42 bilhões, enquanto as importações subiram 30,9% e totalizaram US$ 117,29 bilhões, na comparação com o mesmo período do ano passado. Assim, o Brasil registrou superávit de US$ 44,13 bilhões, em alta de 48,6%, e a corrente de comércio (soma das exportações e importações) subiu 33,4%, atingindo US$ 278,71 bilhões.

Segundo dados divulgados nesta segunda-feira (02/08) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia (ME), as exportações, o saldo comercial e a corrente de comércio foram as maiores da série histórica para o período. “Nunca exportamos tanto nos primeiros sete meses do ano, em valor, quanto neste ano de 2021”, destacou o subsecretário de Inteligência e Estatísticas de Comércio Exterior do Ministério da Economia, Herlon Brandão. Já nas importações, os maiores valores foram obtidos em 2013 e 2014.

Considerando apenas o resultado do mês de julho, também houve recorde nas exportações, com US$ 25,53 bilhões, e na corrente de comércio, de US$ 43,66 bilhões. “Nas exportações, temos o maior mês de julho da história”, frisou Brandão. As importações, por sua vez, subiram 60,5% e chegaram a US$ 18,13 bilhões, o que gerou um saldo positivo de US$ 7,40 bilhões no mês, com crescimento de 1,7% em relação a julho de 2020.

Destinos e origens

Em relação aos destinos das exportações, a Secex verificou crescimento das vendas para a Argentina, tanto no mês (+61,4%) quanto no ano (+53,8%). Para os Estados Unidos também houve crescimento – de 83,6% no mês e de 40% no ano. Da mesma forma, subiram as vendas para a China – 19,6% e 33,2%, respectivamente – e para a União Europeia, com 38,6% e 27,9% de aumento.

Na origem das importações, a Secex destacou, igualmente, o aumento das compras da Argentina, com 70,1% no mês e 44,7% no acumulado até julho. Dos Estados Unidos, o crescimento foi de 67,5% em julho e 15,4% no ano. Já da China, as compras subiram 50,6% no mês e 28,9% em 2021, enquanto a entrada de produtos da União Europeia cresceu 39,6% em julho e 24,7% no acumulado de sete meses.

Temos um cenário favorável a negócios e ao fomento de exportações, onde percebemos que entrar no comércio internacional, embora ainda tenha que lidar com a burocracia do nosso país, mostra-se uma estratégia competitiva e que também há espaço para a exportação de serviços.

Fonte: http://www.siscomex.gov.br/

Autora: Tatiane Delazzeri

As exportações brasileiras de móveis e colchões em março de 2021 apresentaram crescimento de 40,1% em relação a fevereiro do mesmo ano. Seguindo, portanto, uma trajetória positiva desde o início do ano, o acúmulo no primeiro trimestre foi de 34,5%. Os dados fazem parte do estudo mensal “Monitoramento das Exportações de Móveis”, edição de abril de 2021, desenvolvido pela Apex-Brasil – Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (Abimóvel), com exclusividade para as empresas associadas ao Projeto Setorial Brazilian Furniture.

Uma boa notícia é que voltando ao patamar do primeiro mês do ano, todas as categorias analisadas no “Monitoramento das Exportações de Móveis” tiveram avanço nas vendas internacionais no mês de março de 2021. Na comparação com fevereiro, os números em ordem de crescimento foram: estofados, +69,5%; móveis de madeira, +37%; e móveis de metal, +27,6%. Com tal resultado, a categoria “metal” recupera parte do volume perdido no mês anterior, fechando o primeiro trimestre com variação positiva de 6,3%.

Os colchões continuam na liderança quando o assunto são as exportações no setor moveleiro. Crescimento significativo de 81,7% em março na comparação com o mês imediatamente anterior, quando já havia apresentado variação positiva de 63,4%. Dessa forma, o acumulado da exportação de colchões neste ano já é de 62,9%. Nesta categoria, a novidade é que diferente de fevereiro, o Uruguai foi o país que mais importou colchões brasileiros no mês de março (acréscimo de 51%). Deixando, assim, a Bolívia na segunda posição, mas ainda em ritmo acelerado (+106,3%).

Os Estados Unidos seguem firme como o principal destino do mobiliário brasileiro no exterior: +13,7% na passagem de fevereiro para março de 2021 e +31,5% no acumulado dos três primeiros meses. As negociações com o Chile também vêm crescendo a passos largos: +217,8% e +185,8% nas mesmas comparações, respectivamente.

Outros mercados que vêm demonstrando cada vez mais interesse pelo mobiliário brasileiro são nossos vizinhos sul-americanos. As exportações da indústria para o Uruguai cresceram 42,6% em março; já para o Peru, o incremento nos negócios foi de 48,5% — ambos na comparação mês a mês.

Em tempo, apesar de não figurar na lista dos dez maiores destinos do mobiliário brasileiro no mundo, as exportações de móveis de madeira para a Arábia Saudita vêm crescendo também com bastante robustez nos últimos meses. Só entre fevereiro e março de 2021, a variação foi de 221,9%. Ao observarmos o acumulado do primeiro trimestre, o salto é ainda maior: 346,3%.

(*) Com informações da Abimóvel.

Por: Dagmar V. Soares – Dpto. de Exportação

O Brasil teve um maior número de importações e exportações comparando o período de janeiro a novembro de 2018 com o ano todo de 2017, resultando também em valores maiores dos acumulados no ano passado. Até o final de novembro foram acumulados US$ 220 bilhões em exportações, enquanto em 2017 as exportações brasileiras somaram um montante de US$ 217,7 bilhões. Em relação às importações, o total acumulado até entre janeiro e novembro deste ano totalizaram US$ 168,3 bilhões, contra os US$ 150,7 bilhões acumulados no ano passado.

Você pode conferir nesse link os dados completos da balança comercial.

Tais resultados foram divulgados pelo secretário de Comércio Exterior do MDIC, Abrão Neto, na última segunda-feira (3), durante uma coletiva de imprensa, onde mencionou que houve “um crescimento muito forte das nossas vendas de produtos básicos, que decorrem inclusive de uma safra recorde esse ano”. Também mencionou que “houve um comportamento muito positivo de diversos outros produtos da pauta brasileira de exportações como máquinas e aparelhos de terraplanagem e semimanufaturados de ferro e aço”.

O recorde nas exportações de produtos como minério de ferro e seus concentrados, soja, óleos brutos de petróleo e celulose atingido nos primeiros 11 meses deste ano, contribuíram para o resultado positivo. Juntamente com esse aumento, o secretário citou também uma série de ações que foram tomadas com o intuito de facilitar o comércio exterior, garantindo maior competitividade para as exportações brasileiras.

De acordo com Abrão Neto, pode-se citar o relatório de competitividade Doing Business do Banco Mundial que mostrou nesse ano um avanço de 33 posições do Brasil como exemplo dessa tomada de ações. “E do lado das importações, o mercado interno e a maior demanda brasileira têm movimentado nossas compras externas, desde produtos intermediários, insumos para a indústria e agropecuária, bens de capital e bens de consumo”, afirmou ele, apontando também que a importação de veículos de passageiros representa um crescimento de 50% no ano.

O crescimento notado até novembro, na visão do secretário, mostra o fortalecimento do comércio exterior brasileiro, que tem contribuído para a geração de emprego e renda. “Apesar de um superávit expressivo, mas menor que o de 2017, o desempenho do comércio exterior brasileiro em 2018 supera em qualidade e em dimensão os resultados do ano passado, o que contribui com a economia brasileira”, afirmou.

A corrente de comércio, ou seja, a soma das importações e exportações, resulta em US$ 388,3 bilhões de janeiro até o final de novembro, superando em quase US$ 20 bilhões o valor somado de 2017 (US$ 368,5 bilhões). O saldo comercial registrado nos primeiros 11 meses deste ano foi de US$ 51,7 bilhões, “o que confirma a previsão de fecharmos o ano com um superávit na casa dos US$ 50 bi”, completou Abrão Neto.

Por Lucian Ferreira.

Segundo o relatório “Trade and Statistics Outlook” divulgado dia 12 de Abril pela Organização Mundial do Comércio (OMC), em 2017 nosso país ampliou seu percentual de participação nas exportações mundial e teve o 6º maior crescimento, na frente de países como Estados Unidos, China, Alemanha, México e Índia.

Os dados apontam que o comercio exterior mundial mostrou o maior aumento em volume em seis anos, as exportações mundiais aumentaram 10,6%. O Brasil apontou um aumento acima da média mundial, cresceu 17,5 % em valor, em 2017, depois de cinco anos de quedas consecutivas. O resultado levou à ampliação da participação brasileira nas vendas mundiais para 1,23% do total – contra 1,16% em 2016. O índice de 2017 para o Brasil é o maior desde 2013, quando chegou a 1,28%. Iniciar o processo de venda fora do país não é fácil, mas como mostra a pesquisa essa área cada vez mais vem tomando força.

De acordo com o secretário de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Abrão Neto, o bom resultado do Brasil reflete “o crescimento da demanda mundial, que aqueceu o apetite por produtos nos quais o Brasil é competitivo”. O secretário também atribuiu o resultado a outros fatores como a safra agrícola recorde, o crescimento da produção de petróleo e o desempenho favorável das exportações de bens manufaturados, como do setor automotivo.

Para o ministro Marcos Jorge, com as medidas que estão em andamento, como a agenda de acordos comerciais e a Implementação do Portal Único de Comércio Exterior, que reduz em 40% os prazos de exportação, a expectativa do MDIC é a de resultados cada vez melhores para as exportações brasileiras.

“É consenso que o comércio exterior desponta como um dos principais motores a impulsionar o crescimento da nossa economia. Uma maior integração do Brasil com o mundo virá da implementação de medidas de maior inserção internacional e facilitação de comércio, da busca por melhor e maior acesso a mercados estrangeiros para nossos produtos, serviços e investimentos”, avalia o ministro.

E se você pensa em exportar, dê o próximo passo para mais uma conquista com o nosso time de especialistas da Efficienza, e faça com que sua empresa também entre nesta porcentagem de sucesso no comercio exterior.

Por Hélen Orlandi Rangel.