Posts

Santa Catarina se consolidou como líder nacional em exportações dos setores de madeira e móveis nos últimos anos, com destaque para os resultados de 2024 e o primeiro semestre de 2025.

De janeiro a novembro de 2024, o estado exportou US$ 1,2 bilhão em produtos de madeira, superando o até então líder Paraná e assumindo a posição de maior exportador nacional do segmento. Essa conquista foi impulsionada pela diversificação de produtos (como madeira serrada, MDF e painéis aglomerados) e pela ampliação de mercados, com salto de exportações para países como Vietnã (+69 %) e Índia (+107 %).

O município de São Bento do Sul, no Planalto Norte de SC, foi o maior exportador de móveis do Brasil em 2024, com faturamento de US$ 81,9 milhões. A cidade mantém a liderança nacional no setor desde 2015. O principal destino das exportações foi os EUA (US$ 45,5 milhões), seguidos por França, Reino Unido e Holanda.

Até o primeiro semestre de 2025, Santa Catarina manteve a liderança nos dois setores, com os segmentos de madeira e móveis respondendo por cerca de 15% das exportações catarinenses. O crescimento geral do faturamento no período foi de 6,6 % em relação ao mesmo período do ano anterior.

O que explica o desempenho catarinense?

Recursos florestais: SC possui a segunda maior floresta de pinus do Brasil, com cerca de 700 mil hectares, garantindo matéria-prima sustentável para o setor.
Certificação ambiental: investimentos em tecnologia e em certificações como FSC têm permitido atender mercados exigentes em sustentabilidade.
Polos regionais robustos: o Planalto Norte reúne municípios como São Bento do Sul, Caçador, Campo Alegre e Rio Negrinho, respondendo por mais de 50 % das exportações de móveis do estado.

Esses segmentos geram milhares de empregos diretos em SC, especialmente nas regiões Norte e Serra do estado. A industrialização local e a cadeia produtiva agregam valor à produção, ampliando a competitividade em nível global.

Com esse desempenho e investimento contínuo, Santa Catarina reafirma seu protagonismo no comércio exterior brasileiro nos setores de madeira e móveis, consolidando-se como um importante polo internacional com presença em mais de 100 mercados em todo o mundo.

Fontes: Federação das Associações Empresariais de SC (FACISC), Governo do Estado de SC, Correio da Manhã, FIESC – Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina, Forest News Brasil, ND Mais

Autora: Weleken Jadischke Cottica

As exportações brasileiras de móveis e colchões em março de 2021 apresentaram crescimento de 40,1% em relação a fevereiro do mesmo ano. Seguindo, portanto, uma trajetória positiva desde o início do ano, o acúmulo no primeiro trimestre foi de 34,5%. Os dados fazem parte do estudo mensal “Monitoramento das Exportações de Móveis”, edição de abril de 2021, desenvolvido pela Apex-Brasil – Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (Abimóvel), com exclusividade para as empresas associadas ao Projeto Setorial Brazilian Furniture.

Uma boa notícia é que voltando ao patamar do primeiro mês do ano, todas as categorias analisadas no “Monitoramento das Exportações de Móveis” tiveram avanço nas vendas internacionais no mês de março de 2021. Na comparação com fevereiro, os números em ordem de crescimento foram: estofados, +69,5%; móveis de madeira, +37%; e móveis de metal, +27,6%. Com tal resultado, a categoria “metal” recupera parte do volume perdido no mês anterior, fechando o primeiro trimestre com variação positiva de 6,3%.

Os colchões continuam na liderança quando o assunto são as exportações no setor moveleiro. Crescimento significativo de 81,7% em março na comparação com o mês imediatamente anterior, quando já havia apresentado variação positiva de 63,4%. Dessa forma, o acumulado da exportação de colchões neste ano já é de 62,9%. Nesta categoria, a novidade é que diferente de fevereiro, o Uruguai foi o país que mais importou colchões brasileiros no mês de março (acréscimo de 51%). Deixando, assim, a Bolívia na segunda posição, mas ainda em ritmo acelerado (+106,3%).

Os Estados Unidos seguem firme como o principal destino do mobiliário brasileiro no exterior: +13,7% na passagem de fevereiro para março de 2021 e +31,5% no acumulado dos três primeiros meses. As negociações com o Chile também vêm crescendo a passos largos: +217,8% e +185,8% nas mesmas comparações, respectivamente.

Outros mercados que vêm demonstrando cada vez mais interesse pelo mobiliário brasileiro são nossos vizinhos sul-americanos. As exportações da indústria para o Uruguai cresceram 42,6% em março; já para o Peru, o incremento nos negócios foi de 48,5% — ambos na comparação mês a mês.

Em tempo, apesar de não figurar na lista dos dez maiores destinos do mobiliário brasileiro no mundo, as exportações de móveis de madeira para a Arábia Saudita vêm crescendo também com bastante robustez nos últimos meses. Só entre fevereiro e março de 2021, a variação foi de 221,9%. Ao observarmos o acumulado do primeiro trimestre, o salto é ainda maior: 346,3%.

(*) Com informações da Abimóvel.

Por: Dagmar V. Soares – Dpto. de Exportação