As exportações do Rio Grande do Sul apresentaram mudanças expressivas no primeiro semestre de 2025, segundo dados do Departamento de Economia e Estatística (DEE/SPGG). A China, historicamente o principal destino dos produtos gaúchos, perdeu espaço, enquanto os Estados Unidos avançaram em participação e a Argentina registrou crescimento explosivo.
Queda nas exportações para a China
A China ainda lidera como principal destino das exportações gaúchas, mas sua participação caiu para 15% do total exportado, uma redução significativa frente ao mesmo período de 2024 (DEE/SPGG). Entre os fatores que explicam a queda estão a menor demanda por soja e carnes, desaceleração da economia chinesa e mudanças na política de estoques do país asiático.
EUA ampliam compras
As exportações para os Estados Unidos subiram 18%, ganhando fôlego com o fortalecimento do dólar e a demanda crescente por produtos industrializados, químicos e carnes. O país passou a representar 9,9% das exportações gaúchas no primeiro trimestre de 2025, de acordo com a mesma fonte (DEE/SPGG).
Argentina surpreende com alta expressiva
A maior surpresa veio da Argentina, que aumentou suas compras em impressionantes 62% na indústria de transformação, atingindo 7% do total exportado pelo RS. O país vizinho reaqueceu sua economia com estímulos internos, ampliando a demanda por calçados, autopeças e máquinas agrícolas (FIERGS).
Produtos mais exportados no período
Segundo a Secretaria da Agricultura do RS e dados do agro.estadao.com.br, os principais produtos foram:
• Soja em grão: +74,5%
• Farelo de soja: estável, mas com menor peso no total
• Celulose: +18,4%
• Carne de frango: +12,5%
• Carne suína: +27,7%
(Estadão Agro)
Segundo Ana Paula Mendonça, economista da Fundação de Economia e Estatística (FEE), “o cenário atual reflete uma diversificação positiva, mas também acende o alerta para a forte dependência da China, que tem mostrado sinais de instabilidade como parceiro comercial”.
Apesar da queda chinesa, o RS registrou US$ 4,7 bilhões em exportações no 1º trimestre de 2025, o terceiro maior valor desde 1997 (DEE/SPGG).
Fontes:
• DEE/SPGG – Departamento de Economia e Estatística do RS
• FIERGS – Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul
• Agro Estadão
• Estado.rs.gov.br
Autora: Weleken Jadischke Cottica
