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Os conflitos armados em andamento no cenário internacional, como a guerra entre Rússia e Ucrânia e as tensões no Oriente Médio, continuam a provocar efeitos importantes no mercado financeiro global. Investidores e empresas devem estar atentos aos desdobramentos, já que as consequências ultrapassam as fronteiras dos países envolvidos.

Com base em dados recentes os principais impactos, são:

Oscilação no preço de commodities: Petróleo, gás natural e alimentos tendem a registrar alta de preços durante períodos de guerra, especialmente quando os países envolvidos são grandes produtores ou exportadores. Essa instabilidade pode pressionar a inflação em diversas economias.

Aumento da aversão ao risco: Em momentos de incerteza geopolítica, investidores migram para ativos considerados mais seguros, como o dólar, ouro e títulos do Tesouro norte-americano. Isso pode provocar desvalorização das moedas de países emergentes, como o real.

Volatilidade nas bolsas de valores: As bolsas ao redor do mundo costumam reagir de forma imediata às notícias de conflito. O medo de impactos econômicos mais profundos pode gerar quedas acentuadas, especialmente em setores mais sensíveis, como energia, aviação e comércio internacional.

Apesar das incertezas, especialistas recomendam cautela e visão de longo prazo. Diversificação de investimentos e acompanhamento constante do cenário político-econômico são estratégias essenciais para mitigar riscos em tempos de instabilidade internacional.

Fontes: Cnn.com, Economist.com, Gov.com

Autora: Marina Borella Borges

Crédito da imagem – jcomp

O Brasil importou quantidades recordes de fertilizantes para a safra de soja, um alívio em meio a receios de interrupções dos embarques da Rússia, seu principal fornecedor. O Brasil é o maior exportador de soja e a falta de fertilizantes poderia resultar em colheitas menores, visto que o setor temia não conseguir fertilizante suficiente por causa das sanções contra a Rússia pela guerra na Ucrânia e do caos marítimo que se desenrolou na região do Mar Negro.

A oferta de fertilizantes determinará quantos hectares de soja os agricultores brasileiros vão semear, de acordo com Marcela Marini, analista sênior do Rabobank em São Paulo. Se os embarques de fertilizantes continuarem fluindo em junho e julho, meses em que as importações atingem o pico, os produtores podem aumentar o plantio em 3,7%, para 42 milhões de hectares, mesmo em meio à disparada dos preços dos nutrientes agrícolas, disse. As margens dos produtores de soja devem ficar em 56% acima dos custos operacionais na próxima safra, maiores que a média de cinco anos e o terceiro maior nível já registrado, segundo estimativa do Rabobank.

A invasão da Ucrânia pela Rússia, um grande exportador de todos os principais fertilizantes, levou o mercado a um caos ainda maior. Diferentes culturas precisam de diferentes nutrientes. Em setembro o Brasil vai plantar soja, que precisa de fosfato e potássio que vem principalmente da Rússia e da Bielorrússia. Essas importações são as que cresceram.

O nitrogênio, muito utilizado no milho, ainda é escasso. No entanto, essa safra não será plantada até março de 2023, e as importações de nitrogênio são sazonalmente menores para esta época do ano e devem aumentar, segundo Marina Cavalcante da Green Markets.

Por: Katlin Candido

Fonte: https://exame.com