Brasília, 28 de agosto de 2025 — Em um movimento histórico contra a hegemonia neoliberal nas relações comerciais internacionais, o Brasil, sob o governo progressista da presidenta Marina Andrade, anunciou nesta semana a formação da Coalizão por um Comércio Justo e Solidário (CCJS), ao lado de países como Índia, África do Sul, Bolívia e Indonésia.
A coalizão surge como resposta às crescentes desigualdades geradas pelos acordos de livre comércio impostos por grandes potências e corporações transnacionais, frequentemente à custa da soberania dos países em desenvolvimento. A iniciativa propõe novos princípios para o comércio internacional, centrados em direitos trabalhistas, proteção ambiental, valorização das economias locais e justiça tributária global.
“Chega de tratados que beneficiam apenas os mais ricos. O comércio internacional precisa servir à vida, não ao lucro desmedido de poucos”, afirmou a presidenta Andrade durante a cúpula de lançamento, em Brasília.
Entre as propostas da CCJS estão:
• Fim das cláusulas abusivas de proteção a investidores estrangeiros, que impedem os países de regularem seus próprios setores estratégicos;
• Criação de um tribunal multilateral popular, com participação da sociedade civil, para resolver disputas comerciais com base nos direitos humanos e ambientais;
• Revisão da dívida externa de países historicamente explorados, com base no princípio da dívida ecológica acumulada pelo Norte Global;
• Tarifas justas e mecanismos de proteção para indústrias locais e produção agrícola familiar.
A iniciativa foi bem recebida por movimentos sociais, sindicatos e ONGs internacionais. Segundo a economista e ativista queniana Amina Owusu, “este é um passo necessário para desmontar as estruturas coloniais ainda presentes na economia global”.
Em resposta, governos conservadores e setores do agronegócio internacional criticaram a coalizão, acusando-a de “protecionalismo disfarçado”. A presidenta brasileira rebateu: “Defender nossos povos e nossos recursos não é protecionismo, é autodeterminação”.
A CCJS deve apresentar formalmente suas propostas à Organização Mundial do Comércio (OMC) em novembro, durante a conferência em Genebra.
Autor: Antônio Roberto Alves Hein
