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O “tarifaço” de Trump sobre o Brasil representa um risco significativo para a economia brasileira. A imposição de tarifas elevadas pode impactar os fluxos comerciais, setores produtivos e a economia interna, prejudicando o crescimento do PIB e diminuindo a competitividade das empresas brasileiras.

O Plano Brasil Soberano é uma tentativa do governo de mitigar os danos, mas será necessário que o país se reestruture e diversifique suas relações comerciais para lidar com as novas realidades do comércio internacional.

O Brasil exporta cerca de US$ 2 bilhões em café para os Estados Unidos, o que representa 16,7% do total exportado, e a tarifa imposta pode dificultar a entrada do produto no mercado norte-americano. No setor de carne bovina, as exportações para os EUA somam US$ 1,6 bilhões, o que afetará empresas com presença significativa nesse mercado. O suco de laranja, com exportações de US$ 1,31 bilhão, também sofrerá impactos, já que 41,7% das exportações do setor têm como destino os EUA. O Brasil exporta US$ 2,8 bilhões em semifaturados de ferro e aço, com mais de 70% desse total indo para o mercado norte-americano. Além disso, setores como máquinas, eletroeletrônicos e produtos de madeira também serão prejudicados, perdendo competitividade para países concorrentes.

Diante desse cenário, é fundamental as medidas adotadas através do Plano Brasil Soberano, para reduzir a dependência de mercados voláteis e manter sua relevância no comércio global.

Fonte: CNN Brasil

Autora: Lais de Melo Gulart

Como já noticiado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump aplicou sobre o Brasil a sobretaxa de 50% sobre os produtos exportados. Esta, entrou em vigor a partir de 1º de agosto de 2025.

Entretanto, para mitigar os impactos econômicos da elevação unilateral, em até 50%, das tarifas de importação sobre os produtos brasileiros anunciadas pelo governo norte-americano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou o Plano Brasil Soberano nesta quarta-feira, 13/08. Um dos assuntos contemplados neste plano é a prorrogação excepcional de prazos do regime de Drawback Suspensão.

Conforme consta no Plano, a extensão excepcional do prazo, por mais um ano, tem como objetivo uma possibilidade para que as empresas comprovem as exportações de produtos fabricados a partir de insumos importados ou adquiridos no mercado nacional com suspensão tributária. Esses produtos poderão ser exportados para os EUA ou para outros destinos. Com isso, as empresas não terão o prejuízo de ter que pagar multa e juros caso não conseguirem exportar para os EUA no prazo originalmente permitido no ato concessório.

É importante ressaltar que esta medida vale somente para as empresas que contrataram exportações para os EUA e que as mesmas seriam realizadas dentro do ano de 2025. Além disso, a prorrogação não tem impacto fiscal, pois apenas posterga o prazo para cumprimento dos compromissos de exportação assumidos pelas empresas brasileiras.

Apesar de ter sido lançado o Plano Brasil Soberano, ainda não saiu nenhuma legislação a respeito destas solicitações de prorrogação excepcionais. A Efficienza está atenta a todas as novidades que surgem a respeito deste Plano Brasil Soberano, assim como outras legislações.

Fonte: Gov – Plano Brasil Soberano

Autor: Guilherme Nicoletto Adami