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O segundo semestre de 2025 apresenta um cenário econômico desafiador para o Brasil, marcado por uma desaceleração do crescimento, altas taxas de juros e incertezas no comércio global. Após um crescimento robusto de 3,4% em 2024, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deve desacelerar em 2025. O mercado financeiro revisou suas projeções para o crescimento do PIB de 1,98% para 1,97% neste ano. O Banco Mundial também ajustou sua estimativa para 2,2%.

A desaceleração é atribuída a fatores como a alta taxa de juros, que impacta o consumo e os investimentos, e a inflação persistente, que reduz o poder de compra da população. Além disso, a incerteza no cenário internacional, incluindo tensões comerciais, contribui para um ambiente econômico mais cauteloso. Apesar dos desafios, setores específicos apresentam desempenho positivo. O agronegócio, impulsionado por uma safra recorde de grãos e aumento nas exportações, especialmente para a China, deve contribuir significativamente para o crescimento econômico.

O Banco Central do Brasil manteve a taxa Selic em 14,75% ao ano, nível próximo ao mais alto em duas décadas, com o objetivo de controlar a inflação. Especialistas do Itaú Unibanco indicam que a redução da taxa de juros é improvável antes de 2026, dado o compromisso com a meta de inflação de 3%. Instituições financeiras e organismos internacionais apresentam projeções variadas para o crescimento econômico. O JPMorgan prevê uma recessão “superficial” no segundo semestre de 2025, com crescimento do PIB de 1,9% para o ano. Por outro lado, o Banco Mundial estima um crescimento de 2,2%.

Em síntese, o segundo semestre de 2025 será caracterizado por desafios econômicos, incluindo desaceleração do crescimento, altas taxas de juros e incertezas globais. A política monetária continuará a desempenhar um papel crucial na gestão da inflação e no estímulo ao crescimento sustentável.

Fontes: Infomoney e Gov.br

Autora: Carolina Gottert Três

O ano de 2019 demonstrou o menor crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nos últimos três anos. A atividade econômica acumulou uma expansão de 1,1%, de acordo com os números divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), número inferior comparado aos de 2017 e 2018, ambos de 1,3%.

Mesmo com estes dados sendo inferiores aos dos dois anos anteriores, os economistas destacam avanços ocorridos no ano passado, como a reforma da Previdência, assim como a liberação do FGTS e da política de redução da taxa básica de juros Selic por parte do Banco Central. Segundo números do BC, a concessão de crédito livre cresceu 15% para pessoas físicas e 12% para pessoas jurídicas. Além disso, a redução do risco-país, indicador que mede a desconfiança de investidores, chegando ao patamar mais baixo em dezembro do ano passado, é outro ponto de conquista.

O grande desafio para este ano é diminuir a taxa de desemprego, a qual foi de 11,8 % no último trimestre de 2019. A indústria, que é um dos setores que mais geram emprego, encontra-se com dificuldades. Este setor acumulou queda de 1,1% nos onze primeiros meses do ano passado.

Entretanto, a perspectiva para 2020, é que a economia retome de maneira mais ágil. É esperado um crescimento do PIB de 2,3% neste ano. Um dos motivos para tal fato é um avanço com mais ímpeto de privatizações do governo. “Em infraestrutura, a entrada do setor privado depende do setor público. Quando o governo faz grandes obras ou contrata grandes obras, aí a iniciativa privada entra para fazer as coisas, mas precisa da articulação do governo”, diz Paulo Gala, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e economista da Fator Administração de Recursos (FAR).

Além disso, na pauta deste ano, ainda caminham as reformas administrativas e tributária, que impactam a economia. No cenário mundial, o grande assunto é o surto do coronavírus, que afeta o cenário mundial econômico, por causa da paralisação das atividades na China, principalmente no mês de fevereiro.

Por Guilherme Nicoletto Adami.

Fonte: DW