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O atual presidente americano, Donald Trump, anunciou uma tarifa de 50% sobre todos os produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos, a partir de 1º de agosto de 2025. Essa medida afeta diretamente a cadeia logística brasileira, aumentando os custos e reduzindo a competitividade dos produtos nacionais no mercado americano.

A tarifa de 50% é uma sobretaxa de importação unilateral imposta pelo governo americano. Ela se aplica a todos os produtos de origem brasileira que ingressem em território, inclusive via terceiros países, desde que a origem brasileira seja comprovada.

Com esse aumento, produtos brasileiros exportados para os EUA se tornarão menos competitivos em relação a produtos de outros países, e dessa forma a participação dos produtos brasileiros no mercado americano será reduzida drasticamente, afetando setores como o agrícola, industrial e de serviços.

A nova tarifa levará a mudanças nos fluxos comerciais, com as nossas empresas buscando outros mercados ou parceiros comerciais para evitar tal aumento no valor dos produtos.

Produtos agrícolas brasileiros, como café, soja e carne, podem ser afetados pela tarifa, reduzindo as exportações e impactando a economia rural. Setores industriais, como o de aço e alumínio, já enfrentam tarifas de 50% desde abril de 2025 e essa nova medida poderá agravar a situação. E empresas de serviços, como logística e transporte, podem ser afetadas pela redução do comércio bilateral.

Como reação à nova tarifa, empresas exportadoras brasileiras, como JBS, Vale, Embraer, Gerdau, entre outras, poderão sofrer impactos significativos e buscarão alternativas para mitigar os efeitos da tarifa.

Por fim, o governo brasileiro busca articulação com o Ministério das Relações Exteriores e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços para avaliar medidas de resposta à essa tarifação e, quem sabe, com muita negociação e esclarecimentos, consiga derrubá-la e evitar um problema muito maior para as empresas brasileiras.

Autora: Fernanda Dal Corso Valentini

Ainda em clima de eleições americanas, o Brasil interessado acompanha as últimas notícias dos Estados Unidos – e não é por uma mera atualização geral sobre mercado, pois nos últimos tempos, a relação comercial entre os países tem se fortalecido cada vez mais. Com isso, já é de se esperar que grandes mudanças por lá afetem diretamente o cenário brasileiro.

Porém, a parceria comercial entre os países não é de hoje. Na verdade, já faz alguns anos que os Estados Unidos é um dos principais aliados econômicos do Brasil nas transações internacionais, perdendo apenas para a China. Na importação, por exemplo, é um dos principais fornecedores de insumos, tais como: petróleo, medicamentos e partes automotivas. Na exportação brasileira, os produtos queridinhos das empresas americanas são itens de ferro e aço, aviões, produtos manufaturados em geral e óleos brutos.

Essa sinergia comercial passou por diferentes etapas ao longo das décadas e hoje encontra-se em constante volatilidade quando falamos em resultados da Balança Comercial. Em 2018, o Brasil registrou um valor muito superior de importações do que exportações para os Estados Unidos. Já em 2017, o saldo positivo foi do Brasil com um ganho de mais de USD 900 milhões. Em 2019, novas mudanças fizeram com que o resultado americano apresentasse ganhos expressivos nas operações e um déficit no final daquele ano.

As projeções de 2020 ainda são indefinidas, considerando o desafio estabelecido pelo Covid-19 na econômica global. O que se mensurou até então, é que houve queda de mais de 25% nas transações entre os paísesaponta pesquisa realizada pela Amcham Brasil – sendo o pior resultado desde a crise financeira de 2009. Além da crise sanitária, fatores como o preço do petróleo e restrições comerciais específicas são consideradas responsáveis por essa diminuição.

Mesmo assim, os Estados Unidos permanecem como um dos grandes aliados comerciais brasileiros e mantém esse posto com vantagem. Isso fortalece aquele novo mindset trazido pela pandemia que, em todos os lugares do mundo, bons relacionamentos podem ser mantidos – mesmo à distância.

Por Gabriela Paschoal.

Referências:
BBC
Correiobraziliense
Fazcomex
ValorGlobo