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Durante visita à fábrica Arab Potash Company (APC), o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Marcos Montes, relata a expectativa de aumento das importações de potássio da Jordânia. A manifestação se deu neste sábado, 07 de maio de 2022.

A Jordânia ocupa a 7ª posição de maior produtor mundial de potássio, enquanto a APC é a oitava maior produtora mundial em volume, com mais de 2,4 milhões de toneladas de potássio produzidas por ano.

Já o Brasil é o quarto maior consumidor do produto. E de acordo com o Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), a importação brasileira de todo o fertilizante que é utilizado na produção agrícola nacional é cerca de 85%. Tratando-se especificamente do potássio, o percentual importado é de cerca de 95%.

O adubo encontra um cenário mundial de escassez que foi agravado pela guerra entre Rússia e Ucrânia. Diante disso, o governo brasileiro também planeja visitar o Egito para tratar sobre o fornecimento de adubo nitrogenado e Marrocos, onde as conversas serão sobre o provimento de fertilizantes fosfatados.

Por: Eduardo Borges Bertin

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A grave crise no Leste Europeu que põe a Rússia de Vladimir Putin contra a Ucrânia e o Ocidente, representado pela aliança militar Otan, tem sido tema de discussão nas últimas semanas, visto que o conflito viria a ter impacto mundial.

É inegável a importância da Rússia para o cenário econômico brasileiro, uma vez que o país é um dos maiores exportadores mundiais de petróleo, gás natural e produtos agrícolas, segundo a Secretaria de Comércio Exterior. Outrossim, segundo dados fornecidos pelo Secex, em 2021, a Rússia foi o sexto país que mais exportou ao Brasil, tendo chegado à USD 5,7 bilhões. Mas, também, a Ucrânia vem se tornando um importante aliado, dado que, principalmente em 2021, o país se tornou um grande exportador de manufaturados de ferros e aço, vendendo cerca de 211 milhões ao Brasil, sendo quase três vezes o valor do ano anterior.

Dada a relação comercial russa-ucraniana com o Brasil, é possível uma análise mais detalhada acerca das prováveis consequências da guerra entre os dois Estados, sabendo que os principais âmbitos afetados por esse cenário conflituoso serão nas esferas econômica e política. Na economia, o principal impacto do conflito armado virá pela elevação da inflação mundial, devido ao aumento do preço do petróleo e do gás natural, em razão da redução da oferta no mercado internacional, já que a Rússia é o terceiro maior produtor mundial de petróleo e o segundo de gás natural. Segundo estimativas, o conflito pode levar os preços do barril do combustível a USD 115,00, cerca de 25% de aumento, se comparado ao início do ano. Uma elevação exorbitante nos valores, que irá refletir no bolso do consumidor.

Além do mais, também será influenciado pelo crescimento dos preços das commodities agrícolas, em virtude do eventual prejuízo à oferta de trigo e milho, que aumentariam a cotação desses produtos, uma vez que os dois países respondem por quase 30% das exportações globais.

Em relação ao âmbito político, o Brasil já se vê pressionado com a cobrança feita pelo ocidente quanto ao seu posicionamento em relação à guerra, já demonstrando opiniões sobre o assunto. Segundo depoimento dado por Hamiltom Mourão, vice-presidente da República, nesta quinta-feira (24/02), o Brasil não está neutro em relação ao conflito, visto que não concorda com a atitude da Rússia de invadir o país vizinho e, além disso, reitera o respeito acerca da soberania ucraniana.

Desse modo, conforme o conflito avança, os impactos sobre a economia brasileira crescem, posto que, além de serem fornecedores de valiosos produtos, ainda possuem um poder de impacto político e econômico. Por isso, mesmo com a guerra já iniciada, espera-se uma intervenção diplomática que possa controlar a tensão entre os dois países e evitar que mais vítimas inocentes sejam afetadas, sendo essa a solução mais lucrativa e benéfica para todos os lados, porém, fazendo-se necessária uma postura de respeito perante ambos os governos para que a paz possa ser alcançada.

Pamela Ciotta Miotto.

FONTES:
https://www.gazetadopovo.com.br
https://einvestidor.estadao.com.br
https://g1.globo.com
https://gauchazh.clicrbs.com.br

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A Rússia retomará a importação de carne bovina e suína de 12 unidades brasileiras nesta semana, disse o regulador de segurança sanitária do país na última semana. A maioria das restrições aos produtores brasileiros de carne bovina e suína pela Rússia está em vigor desde 2017, devido a alegações do uso do aditivo ractopamina na alimentação das criações, o que grupos brasileiros da indústria de carne negaram.

No mês passado, a Rússia já havia permitido a importação de carne bovina de três grandes exportadoras brasileiras. A nova liberação ocorreu no dia 25 de novembro, envolvendo nove unidades de suínos e três de carne bovina, sem a revelação de nomes dos frigoríficos. A Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, reuniu-se com o Chefe do Serviço Federal de Vigilância Veterinária e Fitossanitária, em Moscou. Sergey Dankvert, confirmou a efetivação de uma visita de inspeção ao Brasil, no primeiro trimestre de 2022, visando habilitação de novas plantas frigoríficas brasileiras para exportação.

No ano passado, a Rússia que chegou a ser um dos maiores mercados para o Brasil, planeja estabelecer uma cota de importação isenta de impostos de até 200 mil toneladas de carne bovina em 2022 para acrescer a oferta doméstica, como parte das medidas que o governo espera que ajude a estabilizar a inflação doméstica, que está em máxima de cinco anos. Para o Brasil, maior exportador mundial de carne bovina, a Rússia é um mercado promissor, já que suas exportações para a China foram temporariamente suspensas em setembro, depois que dois casos atípicos de doença da vaca louca foram relatados no país sul-americano.

Simultaneamente, as autoridades alfandegárias da China relataram que aceitarão pedidos de importação de carne bovina brasileira que tenha recebido certificado sanitário antes de 4 de setembro. Os casos foram considerados “atípicos” por serem de um tipo espontâneo e não por transmissão no rebanho. De acordo com a Organização Internacional de Saúde Animal (OIE, na sigla em inglês), casos “atípicos” não oferecem riscos à saúde humana e animal, e são em geral detectados em bovinos mais velhos.

Por: Miguel Andreazza Tomazzoni

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

A crise mundial ocasionada pela pandemia da Covid-19 será seguida também de uma crise econômica sem precedentes. Já é possível observar seus efeitos, como por exemplo, na última segunda-feira (20) o preço do barril do petróleo foi negociado pela primeira vez na história a preços negativos, sendo vendido a – USD 37,63.

Mundialmente, a Arábia Saudita informou que estava monitorando a queda nos preços e acionando seus membros da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) para buscar um equilíbrio. Os EUA anunciaram a compra massiva de barris para suas reservas e a Rússia e outros países europeus anunciaram cortes na produção.

Se, por um lado, as empresas norte-americanas estão com receio de virem à falência, a queda no valor do petróleo afeta todas as petroleiras do mundo, inclusive a Petrobras. Devido à crise, a Petrobras reduziu sua projeção de investimentos que, a médio prazo, ocasionará na redução da arrecadação do governo com o setor de óleo e gás de acordo com Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE) .

Por Gabriela Stefani.

Uma relação de quase 200 anos entre dois países está em vias de crescer consideravelmente. Em 1828, o Brasil foi o primeiro país da América do Sul com quem a Rússia formalizou relações diplomáticas. Nos últimos anos, o relacionamento entre os dois países tem sido estreitado de maneira significativa por meio de visitas de autoridades, do diálogo multilateral (ONU, G-20, BRICS), do aumento do intercâmbio comercial e fluxos de investimentos e do aprofundamento da cooperação, especialmente em matéria aeroespacial e técnico-militar. Dessa forma, o Brasil e Rússia são considerados “Parceiros Estratégicos e de Aliança Tecnológica”.

Em 2012, o comércio bilateral gerou cerca de US$ 6 bilhões e os países estão engajados em uma meta de US$ 10 bilhões (Itamaraty, 2017). Essa meta será alcançada com o aumento da parceria e comércio entre os países.

A última semana foi marcada por reuniões entre o presidente brasileiro e o presidente russo, que intensificaram essa relação diplomática e comercial, e o interesse no aumento dela, tratando de assuntos como a aproximação entre Mercosul e a União Euroasiática e discutindo possíveis negociações utilizando a moeda dos dois países num futuro.

Além disso, foram assinados acordos de facilitação de comércio e investimentos e cooperação política e econômica externa. Essa renovação de parceria poderá ser muito importante para auxiliar na retomada econômica de ambos os países, que atualmente passam por questões políticas e econômicas muito semelhantes.

“Examinamos de maneira detalhada questões de cooperação bilateral, com foco nos assuntos econômicos. O Brasil é parceiro chave da Rússia e estou convencido de essas negociações foram contundentes, úteis e vão contribuir para aprofundar nossa relação”, disse o presidente russo.

Quer saber mais sobre o comércio bilateral com a Rússia? Como importar desse país ou exportar para lá? Entre em contato com a Efficienza, que poderemos lhe auxiliar.

Por Juliana Treméa Strey.