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A política tarifária implementada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sofreu reveses significativos nesta semana, após decisões judiciais que suspenderam grande parte das medidas adotadas com base na justificativa de emergência nacional. Desde quarta-feira (28), o governo dos EUA enfrenta um bloqueio judicial que afeta sua principal estratégia comercial e repercute globalmente.

Confira a seguir uma série de perguntas e respostas com tudo o que você precisa saber sobre as decisões, o que ainda está em vigor, como isso impacta empresas e mercados, e o que pode ocorrer nos próximos dias.

O que aconteceu com as tarifas de Trump?

Na quarta-feira (28), a Corte de Comércio Internacional dos EUA suspendeu a maioria das tarifas impostas por Trump, que foram justificadas com base em uma emergência nacional. O tribunal determinou que o presidente ultrapassou seus limites de autoridade ao recorrer à Lei de Poderes Econômicos Internacionais de Emergência (IEEPA), de 1977, para aplicar tarifas gerais sobre importações de praticamente todos os países.

Quais tarifas foram suspensas pela Justiça?

A Justiça bloqueou duas grandes categorias de tarifas:

1. As tarifas de 10% sobre importações de quase todos os países, anunciadas em 2 de abril.

2. As tarifas de 25% sobre produtos do México e do Canadá, e de 20% sobre itens da China, impostas com base em alegações de imigração ilegal e tráfico de drogas.

Além disso, foi suspensa a ordem que retirava o benefício de isenção tarifária para pacotes de baixo valor, conhecida como a “taxa da blusinha” nos EUA, afetando plataformas como Shein e Temu.

Como os mercados reagiram?

Os principais índices de ações registraram alta após a decisão. Desde o início da guerra comercial, o mercado vinha operando com incertezas, impulsionado por temores relacionados à inflação, aumento de custos e queda no consumo. Além disso, o dólar perdeu força no cenário global, o que contribuiu para a cotação cair para R$ 5,65. Esse movimento se soma a dados econômicos que indicam uma desaceleração da inflação e a continuidade da atividade econômica, ajudando a amenizar as incertezas sobre o possível aumento do IOF.

Fonte: https://www.infomoney.com.br/economia/tarifaco-de-trump-o-que-foi-suspenso-o-que-ainda-vale-e-o-que-vem-pela-frente/

Autora: Fernanda Morais de Oliveira

As exportações da China registraram um aumento significativo de 12,4% em março de 2025, totalizando US$ 313,9 bilhões, em comparação com o mesmo mês do ano anterior. Esse crescimento é atribuído à antecipação de exportadores chineses às novas tarifas elevadas impostas pelos Estados Unidos, que podem chegar a 145% sobre a maioria dos produtos chineses.

A aceleração nas exportações reflete um esforço das empresas para enviar mercadorias antes da implementação das tarifas, previstas para impactar negativamente os custos e a competitividade dos produtos chineses no mercado norte-americano. Além disso, as exportações para países do Sudeste Asiático, África e Índia também apresentaram crescimento, indicando uma tentativa de diversificação dos mercados frente às tensões comerciais com os EUA.

Por outro lado, as importações da China caíram 4,3% em março, sugerindo uma demanda interna enfraquecida. O superávit comercial do país alcançou US$ 102,6 bilhões no mês, impulsionado principalmente pelo aumento das exportações para os Estados Unidos.

A recente decisão dos EUA de conceder isenções tarifárias temporárias a produtos eletrônicos chineses, como telefones, computadores e microprocessadores, foi vista pela China como “um pequeno passo”. O governo chinês solicitou ao presidente Donald Trump para reconhecer o “erro” de implementar tarifas adicionais desde o início da guerra comercial em 2 de abril e a eliminá-las completamente.

Em resposta às novas tarifas dos EUA, a China aplicou tarifas de 15% sobre importações de carvão e gás natural dos EUA, além de impostos de 10% sobre petróleo e equipamentos agrícolas americanos. Ademais, iniciou uma investigação antitruste contra o Google, apesar de os serviços de busca da Alphabet estarem indisponíveis no país desde 2010.

Analistas alertam que esse crescimento nas exportações pode ser temporário, com uma desaceleração esperada nos próximos meses devido ao impacto das tarifas e à diminuição da demanda global. O governo chinês busca mitigar os efeitos econômicos por meio de estímulos fiscais e monetários, além de reforçar os laços comerciais com outras regiões para reduzir a dependência do mercado norte-americano.

Fontes: Reuters / Huffing / InfoMoney

Autora: Karoline Suzin