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Um assunto que acabou pegando o mercado mundial de surpresa foi o possível calote de uma empresa chinesa do setor imobiliário, que instaurou o medo não somente em seus investidores, mas também derrubou as bolsas do mundo todo e houve queda no setor do comércio internacional.

Se trata da gigante Evergrande Real State, empresa que possui mais de 1,3 mil projetos imobiliários e atende mais de 12 milhões de chineses. Em outras palavras, este gigante é um conglomerado com US$ 360 bilhões em ativos (cerca de 2% do PIB chinês) no ramo imobiliário, de mídia e entretenimento, mineral e tecnologia. Segundo dados, sua dívida total era de US$ 304 bilhões (beirando R$ 1,6 trilhões). O medo toma conta quando se percebe que os problemas financeiros desta empresa vão impactar seus fornecedores, clientes e credores financeiros.

Se tratando do mercado chinês, a bolsa de Hong Kong sofreu um tombo de 3,3%, uma queda maior que 10%. Com o alto nível de investimentos cada vez mais globalizados que a sociedade usufrui, nesta segunda-feira a Europa sofreu quedas no valor de suas bolsas, como em Frankfurt (-2,31%), Paris (-1,74%), Milão (-2,57%), e Madri (-1,20%). Entretanto, como uma empresa categoricamente chinesa poderia abalar os preços comerciais de insumos altamente importados e exportados?

Além da desaceleração econômica que Evergrande pode causar na China e no setor imobiliário, a possibilidade de calote derrubou os preços futuros do minério de ferro. Nesta segunda-feira este insumo fechou com uma baixa de 8,8%, cotado aproximadamente a US$ 92,98 por tonelada. Se comparado esta porcentagem com a cotação recorde de maio, a queda acumulada do minério de ferro é de 61%.

A capacidade da China de influenciar nos preços globais é gigante, em 2020 a participação do PIB do país chegou a um pico de 17,6%. Sendo o principal parceiro comercial do Brasil, o mercado chinês abrange cerca de 67% da balança comercial brasileira. Os números assustam a medida em que cerca de 17% da pauta exportadora brasileira é baseada no minério de ferro, insumo que está sendo grandemente afetado pelos problemas financeiros do gigante imobiliário chinês.

Se tornou clichê analisar a globalização sob seus problemas atuais, crises logísticas, cadeias de suprimentos, comércio e produção altamente interligada, e principalmente a pandemia da COVID-19. Com uma empresa responsável por milhões de investimentos em crise, afetando não somente o mercado chinês, mas também o global, neste momento percebe-se a quão interligada é a economia chinesa, e a quão necessária ela é para o Brasil e para o mundo.

Por: Igor Alves Tonatto

Referências: https://economia.uol.com.br

Crédito: jcomp

O preço da carne no Brasil pode cair após sucessivos aumentos nos últimos meses. Isso porque foram confirmados dois casos de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB) no país, conhecida entre as pessoas como doença da vaca louca.

O mercado físico do boi gordo registrou preços mais baixos nas principais praças de produção e comercialização do país nesta quinta-feira (09).

Os frigoríficos exportadores seguem em seu trabalho de remanejar as escalas de abate até que haja uma posição concreta por parte da China. Já há notícias de tentativas de renegociação de contratos por parte de importadores chineses.

O preço da carne, que aumentou 26% no último ano, na Capital, pode ter alguma queda com a suspensão das exportações para a China.

É muito mais vantajoso para os produtores venderem para o mercado externo, por causa do dólar, que se mantém em alta. A alta do dólar e o aumento das exportações de carnes, inclusive, foram responsáveis por um superávit de US$ 3 bilhões em Mato Grosso do Sul, em agosto. Esse é o montante que o Estado exportou a mais em relação ao que foi importado. O volume de vendas em dólares é 15,3% maior em agosto, na comparação com mesmo período de 2020.

A redução do volume das exportações de carne ao mercado internacional, pode gerar um volume maior de carne no mercado doméstico, provocando uma possível redução nos preços locais. Além disso, a redução das exportações poderá provocar uma redução nos abates bovinos no Brasil. Se diminuir a necessidade por abate, a tendência é o preço cair por uma questão momentânea de suspensão das vendas externas.

Por Vanessa Volpini – Depto. De Exportação

O comércio exterior brasileiro sempre foi território insalubre para os desavisados. Não é de hoje que a famigerada insegurança jurídica presente no Brasil desde os tempos das capitanias hereditárias estende seu alcance a aqueles que operam hoje no comércio internacional. Caso algum novato na área decida aventurar-se nestes mares tempestuosos, deparar-se-á com um universo de legislações complementares e até contraditórias, procedimentos jurídicos intermináveis, agentes logísticos e aduaneiros despreparados e para coroar tudo isso, na reta de chegada terá que cruzar o caminho do feroz leão com poderes e aura mítica.

Como se não bastasse tudo isso, o mundo está diante de uma das piores crises logísticas pós-globalização. Falar de impactos da pandemia, tornou-se quase um clichê da grande mídia e dos analistas de botequim, porém, neste caso é impossível relevar. O caos instaurado no cenário logístico mundial é de extrema gravidade e se você pensa que isso não irá afetá-lo de uma maneira ou outra, pense novamente. Há não muito tempo, ao trazer um container de mercadorias da China, o importador desembolsaria uma média de 500 dólares americanos, hoje, o mercado pratica valores na casa dos 15.000 dólares por container da China, ou seja, aumento de 3000%, sem expectativa de desaceleração. A situação do valor pode até ser ignorada pelos otimistas, todavia, pagar esta exorbitância não garante coisa alguma, pois a crise ultrapassa a questão dos preços, chegando na falta de navios e rotas, falta de containers no mundo inteiro e Portos sendo fechados a todo momento na China pelo surgimento de novos casos de coronavírus.

Como bons brasileiros que somos, imediatamente surge aquele pensamento que atrofia os cérebros da massa: “Mas alguém está ganhando com isso!” Na verdade, eu realmente espero que alguém esteja ganhando com isso, até porque vivemos num mercado aparentemente livre e caso alguém deixe de ganhar, a prestação do serviço deixa de fazer sentido, porém, arrisco a dizer que o cenário é péssimo para todas as camadas da sociedade, desde o porteiro até o CEO. Este aumento nos fretes, aliado com o caos logístico será sentido no bolso de todos, sem exceção.

O Brasil, desde o tempo da exploração do pau-brasil, sempre exportou commodities e importou tecnologia e produtos semiacabados. Seja importando urânio para exploração de energia nuclear, seja importado ursinhos de pelúcia para parques de diversão, o fato é que somos dependentes da importação quer você queira ou não. Digo isso, pois neste exato momento os importadores já estão repassando preços reajustados e você já está pagando por isso. Agora é o momento de apertarmos os cintos, pois além da gasolina a 7,00 Reais, o gás de cozinha batendo recordes de preço, a conta de luz cada vez mais cara, é chegada a vez do aumento generalizado em tudo aquilo que é importado. Enfim, como sempre na história, eu e você pagaremos a conta.

Por: Bruno Zaballa

Ningbo é o terceiro maior porto de contêineres do mundo e uma grande porta de saída para as exportações chinesas. Na semana passada um surto de Covid na China levou a uma paralisação parcial deste porto, reduzindo sua capacidade para um quinto e suspendendo transportes de contêineres. Cerca de 350 navios porta-contêineres estão aguardando fora do porto para seguir viagem.

O Governo Chinês decretou medidas rígidas que impactaram o acesso a cidades por rodovias e cancelamento de voos, desacelerando o fluxo logístico e afetando diretamente no tempo de trânsito das mercadorias. Devido ao novo surto, muitos navios estão parados cumprindo quarentena, causando falta de contêineres, congestionamento no porto, falta de espaço e aumento dos valores de frete.

Os impactos causados pelo tufão que atingiu a China no dia 25, conforme informado na notícia “Tufão In-Fa segue devastando o território chinês”, continuam sendo notados. Estes acontecimentos estão gerando uma reação em cadeia, ocasionando todos os efeitos citados acima.

Referências: https://www.canalrural.com.br
https://www.fazcomex.com.br

Por Joana Deangelis

O tufão In-Fa atingiu, no dia 25, a província de Zhejiang, na costa leste da China, provocando evacuações em massa nos distritos de Xangai. Nesta cidade foi necessário o fechamento dos dois aeroportos internacionais, ocasionando o cancelamento de centenas de voos.

Os portos ao longo da costa leste interromperam as operações e muitos navios foram transferidos do porto de Yangshan em Xangai no sábado. Os atrasos nos portos que já estavam acontecendo com frequência, devem se agravar, não somente na região afetada pelo tufão, mas em todos os lugares.

Os portos de Ningbo e Shanghai que ficaram fechados por 3 dias, reabriram dia 27/07, no período da tarde. Já o aeroporto de Shanghai permanece fechado e com os voos cancelados.

No total, mais de 60 pessoas já morreram devido às fortes chuvas. Além delas, em torno de 495 mil pessoas foram afetadas.

Fontes:

https://www.dw.com

https://www.dawn.com

Por Joana Deangelis

O congestionamento iniciado em Yantian, espalhou-se para outros portos em Guangdong, incluindo Shekou, Chiwan e Nansha. Todos estão localizados na região de Shenzhen ou Guangzhou, o 4º e o 5º maiores portos do mundo, respectivamente. O efeito dominó está criando um grande problema para o setor de transporte marítimo mundial.

O acúmulo de Yantian “está causando mais disrupção em uma cadeia de suprimentos global já pressionada”, disse Peter Sand, analista-chefe de transporte da Bimco, uma associação de armadores. O consumidor final “pode não encontrar tudo o que desejar quando forem às compras”, acrescentou.

Na última quinta-feira, 17 de junho, mais de 50 navios porta-contêineres estavam esperando para atracar no Delta do Rio das Pérolas, em Guangdong, de acordo com dados da Refinitiv. Este já é considerado o maior acúmulo desde 2019.

Apenas no Porto de Yantian, as complicações nas operações já são preocupantes. O porto não conseguiu movimentar cerca de 357 mil TEUs (Twenty-foot Equivalent Unit) desde o final de maio, segundo uma estimativa recente de Lars Jensen, CEO (Chief Executive Officer) da consultoria dinamarquesa Vespucci Maritime. Isso é mais do que o volume total de frete impactado pelo fechamento de seis dias do Canal de Suez, ocorrido em março deste ano.

As operações portuárias de Yantian já se recuperaram para cerca de 70% dos níveis normais, mas não devem retornar à capacidade total até o fim deste mês de junho.

A Maersk — maior empresa de transporte de contêineres e operadora de navios do mundo — disse aos clientes na semana passada que os navios podem atrasar pelo menos 16 dias em Yantian. Embora a empresa tenha dito que desviaria algumas transportadoras para portos alternativos, isso não necessariamente vai resolver o problema. A Maersk alertou ainda, que o tempo de espera em outros portos, como Shenzhen, Guangzhou e Hong Kong, pode aumentar à medida que mais navios chegarem.

Enquanto isso, as gigantes Hapag-Lloyd, MSC e Cosco Shipping aumentaram as taxas de frete para cargas entre a Ásia e a América do Norte ou Europa. A MSC, por exemplo, disse neste mês que aumentaria as taxas de transporte da Ásia para a América do Norte em até US$ 3.798 (cerca de R$ 19.332) por contêiner de 45 pés.

As tarifas das oito principais rotas Leste-Oeste aumentaram em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com a Drewry Shipping, com sede em Londres. O maior salto nos preços ocorreu ao longo da rota de Xangai a Rotterdam, na Holanda, que disparou 534% em relação ao ano anterior, para mais de US$ 11 mil (cerca de R$ 55.990) por um contêiner de 40 pés.

Por Daniela P. da Luz – Depto. De Exportação

A China vem avançando como o principal fornecedor de produtos para o Brasil, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou um levantamento onde a China é responsável por cerca de 21,9% das compras externas Brasileiras em 2020, com um significativo avanço em produtos de tecnologia.

Em meados de 2006, a China detinha cerca de 8,6% das importações brasileiras e, tradicionalmente, a União Europeia vinha sendo nosso principal fornecedor. Nos últimos 15 anos a China demostrou uma evolução considerável no comercio exterior e a União Europeia viu sua participação despencar neste período.

A China não apenas aumentou as vendas para o Brasil, mas passou a vender produtos cada vez mais elaborados e sofisticados. As exportações da China para o Brasil cresceram em 11 setores, mantiveram-se estáveis em 3 e apenas em 1 deles foi detectado queda. Dentre os destaques podemos citar setor de máquinas e equipamentos, passando de 10% em 2006 para 23% em 2020 e materiais elétricos de 24% para 50%, notamos esse crescimento também em segmentos em que o país não tem muita tradição como o de veículos e automóveis e química fina.

Por outro lado, os Estados Unidos, se mantiveram estáveis em relação a sua participação nas importações brasileiras, apresentando neste período de 2006 a 2020 uma estabilidade entre os 15,7% a 17,6%. Mantendo por sua vez a terceira colocação. Como principal baixa nas importações brasileiras, está a América do Sul, passando de segundo lugar em 2006 para quarta posição em 2020, recuo de mais de 6% neste período, chegando a 2020 com apenas 11,4% de participação.

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Fonte: https://www.moneytimes.com.br

Elaborado por: Júlio Cezar Mezzomo

Assim como diversos setores da cadeia produtiva da pecuária, o mercado nacional de suinocultura enfrentou uma realidade atípica no ano passado. Até tendo iniciado o ano anterior discutindo os impactos da AFS (vírus da febre suína africana) e incidido pela pandemia do coronavírus, alta do dólar e outras moedas, no ano de 2021 o segmento começou com grande expectativa, segundo as informações divulgadas pela ICC Brasil.

Nos primeiros dois meses de 2021, as exportações de carne suína do Brasil somaram mais de 140 mil toneladas, concebendo 6% a mais que no mesmo período de 2020. Ricardo Santin, presidente da ABPA, Associação Brasileira de Proteína Animal, contextualizou: “O cenário internacional continua muito exigente para a carne suína brasileira. Isso, porém, não afetou a oferta interna desses produtos, que se ajustou”.

A China permanece sendo o principal mercado da carne suína brasileira, tendo importado 41.600 toneladas em fevereiro, um aumento de mais de 30% em relação ao mesmo período de 2020. Os números das exportações também apresentam aumentos em países da própria América do Sul, como o Chile e a Argentina.

“Além da grande demanda dos mercados asiáticos, neste mês tivemos um aumento considerável nas vendas dentro da América do Sul, com saldo positivo em praticamente todos os destinos da região”, disse Luis Rua, diretor de mercados da ABPA.

Fonte: http://www.iccbrazil.com/

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Autora: Carolina Gabriele Martini

A China é o principal fabricante mundial de aço e com as perspectivas de vendas para o ano de 2021, importou entre os meses de janeiro e fevereiro deste ano, cerca de 181,5 milhões de toneladas de minério de ferro. Com base nos dados da Administração Geral de Alfândegas, o país importou 4,9 milhões de toneladas a mais que o ano de 2020.

Em relação ao ano passado, as importações da China subiram 2,8% nestes dois primeiros meses de 2021, segundo dados da Associação de Ferro e Aço da China, a previsão de consumo deste material para este ano é um crescimento favorável e imediato, causando alívio para o setor em meio a pandemia mundial.

Em contrapartida, o ministério da indústria solicitou para o setor que seja cortada a produção de aço na China ainda este ano, pois o presidente Xi Jinping possui como meta alcançar a neutralidade de carbono até 2060, sendo esta uma alternativa para buscar a diminuição da poluição causada pelo desequilíbrio do efeito estufa (excesso de emissão de poluentes, como o dióxido de carbono).

“Ainda não está claro quando a redução de produção será implementada”, disse Zhuo Guiqiu, analista da Jinrui Capital, antes da divulgação dos dados. “Se a produção realmente for restringida e levando em conta o uso de sucata, a demanda por minério de ferro no total do ano poderia cair”.

Por: Amanda da Silva

Fontes:

https://www.moneytimes.com.br

 

As exportações de móveis e colchões brasileiros fecharam o ano de 2020 com um crescimento de 5,1% em volume comparado ao ano anterior. Por outro lado, notou-se um recuo no âmbito monetário de 2,5%, em comparação ao mesmo período de 2019.

Entre os principais países de destino das exportações brasileiras, podemos destacar os Estados Unidos, com uma participação de 39,9% do total das exportações, aumento de 11,5% em comparação ao ano anterior. O varejo de móveis americano teve um aquecimento substancial no segundo semestre de 2020, situação que deve permanecer no primeiro trimestre desse ano, mantendo-se estável até meados de 2024.

Já em segundo lugar, encontra-se o Reino Unido, com 8,6% do total das exportações. Apesar de estar na segunda posição, houve uma redução nas exportações de 16,8% em 2020, ainda refletindo a segunda onda da pandemia. Em terceiro lugar encontra-se o Uruguai, com 7,4% das exportações, seguidos por outros países da América do Sul como Chile, Peru e Paraguai.

Com relação à importação destes bens (móveis e componentes) houve redução de 8,7% em comparação com o mesmo período de 2019. Sendo o principal país remetente a China, com cerca de 77,9% do total, vindo em segundo lugar a Itália com 5,3%.

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Autor: Júlio Cézar Mezzomo

Fonte: : https://www.comexdobrasil.com