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O conhecimento de embarque é um dos documentos mais importantes do comércio internacional e usualmente é emitido após o do trânsito internacional da mercadoria. Comumente chamado de BL (Bill of Lading), é uma de suas funções confirmar a contratação do transporte internacional, sendo utilizado para dar posse da mercadoria. É necessário que ele seja entregue ao importador para que o mesmo o use para a liberação da mercadoria no destino, comprovando sua aquisição. Sua emissão está à cargo do armador e é assinado pelo comandante do navio ou pela agência marítima.

Endossar ou consignar o BL a um terceiro, que não necessariamente seja o proprietário da mercadoria, é uma prática legal e comum no comércio internacional. Porém é necessário atentar para alguns detalhes na emissão do conhecimento para que esse procedimento seja possível. Nem todos os conhecimentos de carga informam, mas no campo de identificação do Consignee (“consignatário”) é necessário constar os temos To Order (“À Ordem”) ou To Order Of (“À Ordem de”) para definir se é possível o endosso. O termo “To Order” significa que o BL não tem um consignatário específico, ou seja, o exportador deve retirar o BL na origem, endossá-lo e enviar ao destino para o importador, não podendo o importador endossá-lo a outra empresa. Já o BL com o termo “To Order Of” seguido dos dados do importador, não precisa ser endossado pelo exportador, ele está “à ordem” do importador e este pode endossá-lo e repassá-lo à qualquer outra empresa.

Além disso, existem dois tipos de endosso: o preto e o branco. O endosso em preto acontece quando o endossatário é referenciado no momento da transmissão do título de crédito. Já no endosso em branco o título é transmitido, porém sem a identificação do beneficiário.

Autor: Gustavo Luis Schmaedecke

Crédito da imagem: jcomp

 

É comum que ao final do ano a demanda por produtos e insumos, principalmente originários do mercado asiático, sofra um aumento considerável. Impulsionado pelas festividades e a retomada da economia, esse ano não será diferente. Porém, com o congestionamento no transporte marítimo ao redor do mundo, surge uma reação um pouco atípica: o crescimento acima da média do transporte aéreo de cargas.

Parte dessa demanda pode ser explicada pela falta de contêineres marítimos, que é um modal mais barato e, consequentemente, mais procurado do que o aéreo. Entretanto, com o mercado de turismo (tanto nacional, quanto internacional) ainda em recuperação, há menos aviões de passageiros com capacidade de carga. Segundo a Allog, entre junho e setembro a movimentação de cargas aéreas foi 40% superior em tonelagem, em comparação ao mesmo período de 2020.

Em agosto as taxas aéreas nas principais rotas do comércio já vinham aumentando, uma vez que o setor enfrentou diversas interrupções na cadeia de suprimentos vindos da China e gargalos logísticos nos Estados Unidos, agravados ainda com a proximidade da alta temporada do setor.

Além disso, o setor ainda sofre com os impactos do fechamento de aeroportos devido à COVID na China, principalmente do Shanghai Pudong, maior centro de cargas do país. Esse efeito, que refletiu diretamente nos preços do frete, fez com que as rotas Miami-São Paulo e Shanghai-São Paulo sofressem aumentos de 380% e 350%, respectivamente.

Especialistas afirmam que, no momento, é difícil prever quando a situação começará a dar sinais de que estaria voltando ao normal, pois realmente são tempos sem precedentes. De acordo com a Associação Internacional de Transportes Aéreos (em inglês, International Air Transport Association – IATA), o valor embarcado por via aérea em 2021 será 15% maior em comparação a 2019, chegando aos US$ 7,5 trilhões, e deverá aumentar mais 7,2% em 2022.

Fonte: Portos e Navios

Autor: Marcel Mazzochi Negrini

Crédito da Imagem: onlyyouqj

 

Estamos nos aproximando do final do ano e a Black Friday e o Natal estão chegando. Isso quer dizer que estamos em momento de alta no que se refere aos embarques internacionais.

Tínhamos a ideia de que os problemas causados pela Covid-19 em 2020 já estariam resolvidos nesse ano, porém alguns gargalos se mantiveram e ainda estão causando muita dor de cabeça para os importadores e exportadores brasileiros como já citado em outros artigos.

Mas calma: podemos ajudar a sua empresa!

Alguns dos principais problemas de embarque podem ser solucionados com uma análise efetiva do modal a ser utilizado, aliando expectativa de recebimento da carga e valor a ser pago pelo transporte.

O transporte marítimo é mais comum ser utilizado para cargas “pesadas” ou de grande volume ou ainda quando não há urgência no recebimento, devido ao transit time. Já o transporte aéreo é escolhido quando temos pouco tempo para receber ou enviar a mercadoria. Normalmente, esses envios têm pouco peso e volume, são cargas pequenas ou com alto valor agregado, amostras, medicamentos, ou perecíveis dependendo do tipo.

No caso do transporte rodoviário utilizaremos para regiões próximas e com transportadoras autorizadas para realizar esse tipo de transporte. Lembrando que algumas rotas possuem restrições de circulação e isso pode causar algum atraso na viagem.

Além da escolha do modal mais adequado para o transporte da sua carga, a Efficienza sempre busca os melhores valores. Temos parceiros logísticos de longa data e isso possibilita ótimas negociações levando economia para o cliente. Se você tem um embarque em negociação, nos contate para cuidarmos de todo o processo! Conte conosco!

Por: Fernanda Dal Corso Valentini

Ningbo é o terceiro maior porto de contêineres do mundo e uma grande porta de saída para as exportações chinesas. Na semana passada um surto de Covid na China levou a uma paralisação parcial deste porto, reduzindo sua capacidade para um quinto e suspendendo transportes de contêineres. Cerca de 350 navios porta-contêineres estão aguardando fora do porto para seguir viagem.

O Governo Chinês decretou medidas rígidas que impactaram o acesso a cidades por rodovias e cancelamento de voos, desacelerando o fluxo logístico e afetando diretamente no tempo de trânsito das mercadorias. Devido ao novo surto, muitos navios estão parados cumprindo quarentena, causando falta de contêineres, congestionamento no porto, falta de espaço e aumento dos valores de frete.

Os impactos causados pelo tufão que atingiu a China no dia 25, conforme informado na notícia “Tufão In-Fa segue devastando o território chinês”, continuam sendo notados. Estes acontecimentos estão gerando uma reação em cadeia, ocasionando todos os efeitos citados acima.

Referências: https://www.canalrural.com.br
https://www.fazcomex.com.br

Por Joana Deangelis

Parcerias de sucesso prometem modernizar o Porto de Suape e o Aeroporto de Guarulhos trazendo maior tecnologia e agilidade nas cargas que circulam nesses locais.

O GRU Airport, Concessionária e a Tri-Star, iniciaram, neste mês, as operações do novo armazém alfandegado destinado à exportação de cargas aéreas, que permitirá o aumento em até 35% da capacidade de recebimento de cargas para exportação, armazenamento, prestação de serviços e paletização. Esse terminal de cargas é o maior complexo aeroportuário no país e possui área de 99 mil m². Além de um grande volume de voos internacionais, sua ótima localização facilita o acesso a importantes rodovias que ligam o aeroporto a todo o país.

Já a parceria entre o Porto de Suape e o CESAR (Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife), promete torná-lo o mais moderno do país, além de desenvolver soluções inovadoras para agilizar as operações e suprir as necessidades de comunicação com o setor portuário.

O CESAR disponibilizará uma equipe de profissionais com experiência no mercado para criar as ferramentas de integração que resultarão na digitalização de muitas rotinas que envolvem a operação portuária. O desenvolvimento dessa plataforma integrada fará com que a Suape passe a figurar como um hub de geração e difusão de inovação e tecnologias emergentes, voltado para a eficiência na logística portuária.

Essas mudanças trarão muitos benefícios para os importadores e exportadores brasileiros, garantindo mais eficácia nos trâmites com as suas cargas. A Efficienza tem uma equipe qualificada que ajudará você a garantir economia nos seus processos.

Por: Fernanda Dal Corso Valentini

No início deste mês de junho, as novas instalações do Terminal de Cargas Internacional (TECA) do Porto Alegre Airport foram finalizadas. Iniciado em meados de junho de 2020 com investimento aproximado de mais de R$ 50 milhões, o novo terminal mais moderno e amplo, conta com aproximadamente 10.559 metros quadrados.

Próximo de iniciar suas atividades no novo complexo, estes últimos dias foram de ações complexas de ajustes de detalhes e instalação de maquinário, como instalação de infraestrutura de TI, montagens de câmaras frigoríficas, balanças, porta pallets, equipamento de raio-X, ajustes do processo alfandegado do Terminal junto à Receita Federal do Brasil e testes de usabilidade do local.

Para agilizar o processo de liberação de importação e recebimento das cargas de exportação, o novo terminal conta com novas docas, sendo nove para importação e oito exclusivas para exportação, otimizando a logística.

Além da modernização interna do complexo, a área externa conta com mais de seis mil metros quadrados dedicadas ao estacionamento e uma área exclusiva para espera de caminhões, agilizando ainda mais a entrega e carregamento das mercadorias. Uma via exclusiva de serviço com acesso restrito ligando o novo terminal ao pátio de aeronaves, agilizará a complexa operação logística.

A previsão para início das atividades no novo TECA, localizado na avenida Severo Dullius, 800, é para o dia 26/07/2020 (segunda-feira). A FRAPORT informou que no dia 23/07 (sexta-feira) não haverá atendimento ao público (entrega e recebimento de cargas estarão suspensos) sem onerar o importador ou exportador e os horários de funcionamento do novo TECA permanecerão inalterados.

Fonte: https://www.panrotas.com.br

Elaborado por: Júlio Cezar Mezzomo

Uma dupla explosão atingiu o principal Porto de Dubai, epicentro comercial dos Emirados Árabes Unidos, na noite de quarta-feira, causando um incêndio que pôde ser visto por moradores de diversos pontos do Emirado.

A fogo iniciou em um container de material inflamável e resultou de um “acidente normal”. A polícia informou que a causa da explosão poderia ter sido “fricção” ou as “temperaturas elevadas” verificadas. A responsável de comunicação do Governo adiantou que o navio se preparava para atracar em um dos cais longe da principal linha de navegação do porto.

O incêndio foi controlado por volta da 1h de quinta-feira (18h de quarta em Brasília). As autoridades estão empenhadas para verificar a extensão dos danos causados pela explosão nas cargas, containers e no Porto. Além disso, não houve informação de feridos no acidente e todos os trabalhadores que estavam na embarcação foram evacuados a tempo e em segurança.

O porto de Jebel Ali é um dos maiores do mundo e o maior do Oriente Médio. Esse acidente trará grandes prejuízos para todo o comércio internacional, já que alguns containers foram avariados e haverá atrasos e congestionamentos nas operações desse Porto.

Por: Fernanda Dal Corso Valentini

A movimentação de cargas no Brasil teve alta de 38,63%, segundo o relatório “Índice da Movimentação de Cargas do Brasil”. Estes dados são apurados com base em 25 mil empresas, entre operadores logísticos, transportadoras e embarcadores. Thiago Marques, CEO da AT&M, informa que a pandemia da Covid-19 não prejudicou o desempenho do transporte de cargas.

Em 2020, foram registrados R$ 7,5 trilhões em movimentação de cargas em comparação com o ano de 2019, no qual foram contabilizados R$6,8 trilhões, observando-se, portanto, um aumento de 10%. Estes valores mencionados são oriundos de todos os tipos de cargas transportadas em território nacional, ou seja, qualquer tipo de movimentação nos modais rodoviários, ferroviários e hidroviários.

Cerca de 52% das movimentações de cargas em 2020 registraram origem de embarque no estado de São Paulo, seguido de Minas Gerais (11,20%) e Rio Grande do Sul (5,16%). Referente ao primeiro quadrimestre de 2021, 54,40% dos embarques foram originários do estado de São Paulo, em sequência aparecem os estados de Minas Gerais com (10,32%), Paraná (5,35%) e Rio Grande do Sul (4,77%).

Fonte: https://revistamundologistica.com.br

Por Joana Deangelis da Silva

Quando precisamos importar uma carga, ou enviar algo daqui para o exterior, é fundamental solicitar uma cotação de frete. Para as cotações, sempre precisamos ter em mente qual o Incoterm utilizado, a origem e o destino da carga e uma descrição clara da mercadoria.

Em uma importação, por exemplo, os Incoterms mais utilizados são o EXW (Ex Works), o FOB (Free On Board) e o FCA (Free Carrier). Ao solicitar uma cotação EXW, estamos solicitando que a carga seja coletada na fábrica do exportador, assim sendo muito importante ter as informações relacionadas a isso, como o endereço completo dele. Ao utilizar o FOB, a carga é entregue no navio já desembaraçada, assim os valores de frete englobarão apenas os custos de transporte do porto de origem até o de destino. Já no FCA, fica a critério do exportador aonde a carga será entregue, podendo ser na sua fábrica, em um armazém ou até mesmo no porto de origem, antes do desembaraço.

Há vários detalhes envolvidos em realizar operações de fretes internacionais, assim sendo muito importante ter as informações corretas sobre o embarque e contar com o auxílio de profissionais de Logística Internacional. Conte com a Efficienza para lhe auxiliar em seus futuros embarque.

Autora: Isadora Conte Poletto

As mercadorias consideradas perigosas exigem uma série de documentos especiais para serem transportadas, armazenadas e devem estar devidamente identificadas. Um documento obrigatório é a ficha MSDS (Material Safety Data Sheet) – também conhecida por FISPQ (Ficha de Informações de Segurança de Produto Químico) – especialmente se a carga for inflamável, explosiva ou similar.

Essa ficha contém informações importantes sobre tal produto químico, como os aspectos sobre o transporte, manuseio, descarte e armazenamento, lembrando que as mercadorias devem estar de acordo com os padrões aplicáveis nacional e internacionalmente. A Organização das Nações Unidas (ONU) divide os produtos em classes de risco como abaixo:

• Classe 1 – explosivos;

• Classe 2 – gases;

• Classe 3 – líquidos inflamáveis;

• Classe 4 – sólidos inflamáveis;

• Classe 5 – substâncias combustíveis e materiais oxidantes;

• Classe 6 – substâncias tóxicas (venenosas) e infecciosas;

• Classe 7 – materiais radioativos;

• Classe 8 – corrosivos;

• Classe 9 – mercadorias perigosas diversas.

Não existe um padrão para essa ficha de segurança, porém ela engloba dezesseis itens a respeito do produto, como por exemplo:

1) Identificação do produto e da empresa;

2) Identificação dos perigos;

3) Composição e informações sobre os ingredientes;

4) Propriedades físicas e químicas;

5) Estabilidade e reatividade;

6) Medidas de primeiros-socorros, combate a incêndio e controle em caso de derramamento ou vazamento;

7) Manuseio e armazenamento;

8) Controle de exposição e proteção individual;

9) Informações toxicológicas;

10) Informações ecológicas (o impacto ambiental ou como se mistura ao meio ambiente);

11) Considerações sobre tratamento e disposição;

12) Informações sobre transporte;

13) Regulamentações (regulamentações específicas aplicáveis aos produtos químicos);

14) Outras informações importantes do ponto de vista da segurança.

15) Saúde; e

16) Meio ambiente.

Este é um documento extremamente importante em relação ao embarque, pois o aceite de uma mercadoria em um navio ou aeronave depende de sua análise pelo transportador para evitar qualquer tipo de acidente ou explosão e preservando as demais cargas embarcadas, além da vida dos tripulantes. Ao analisar a ficha MSDS, os responsáveis pelo embarque e desembarque saberão as instruções precisas sobre o manuseio da carga. O responsável pela emissão desse documento é o fabricante, pois conhece tudo a respeito do seu produto, devendo responsabilizar-se 100% pelas informações.

A Efficienza tem expertise na importação e exportação desse tipo de mercadoria. Se seu produto se encaixa nessa categoria, contate o time da Logística para que possamos apresentar as mais eficientes nas soluções para o transporte da sua carga.

Por: Fernanda Dal Corso Valentini