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O transporte internacional é a parte crucial do sucesso das operações. Com a crescente demanda por produtos importados e exportados, é fundamental entender os pontos importantes para a tomada de decisão assertiva.

A escolha do modal de transporte adequado é muito importante para o sucesso do frete internacional. Os principais modais de transporte são:

– Marítimo: ideal para grandes volumes e cargas pesadas.
– Aéreo: mais rápido, mas com um maior valor.
– Rodoviário: flexível e adequado para curtas distâncias.

Já na parte de análise de valores, precisamos levar em consideração todos os custos da cadeia logística e seus diferenciais: tipo de equipamento e rota, free time (no caso dos embarques marítimos), além das peculiaridades da própria carga (excessos de dimensões, carga química, carga com bateria, etc). Todos esses detalhes estarão diretamente ligados ao valor do frete!

Além disso, conhecer as regras e procedimentos para importar e exportar mercadorias, a preparação correta dos documentos (certificado de Origem, por exemplo) e o cumprimento dos requisitos de segurança para o transporte de mercadorias, farão toda a diferença na sua operação.

Ao analisar esses pontos básicos, as empresas podem garantir que seus embarques internacionais sejam eficientes, seguros e rentáveis. Além disso, é fundamental contar com um parceiro confiável e atualizado com as tendências do mercado para se manter competitivo nessa área.

Autora: Fernanda Dal Corso Valentini

Os desafios enfrentados pela logística internacional nos últimos anos têm levado empresas de diversos setores a adotarem novas estratégias para garantir a eficiência de suas operações. Com congestionamentos portuários, aumento dos custos e impactos geopolíticos, a necessidade de inovação e resiliência nunca foi tão evidente.

Para contornar esses desafios, muitas empresas estão diversificando suas rotas de transporte, buscando soluções intermodais e investindo em tecnologia para aumentar a previsibilidade e reduzir riscos. O uso de inteligência artificial, blockchain e monitoramento em tempo real tem permitido um controle mais eficiente sobre as cadeias de suprimentos, possibilitando ajustes rápidos e reduzindo os impactos de atrasos e custos elevados.

Além disso, há um movimento crescente em direção à regionalização da produção e ao fortalecimento de estoques estratégicos. A pandemia e os recentes conflitos internacionais demonstraram a importância de reduzir a dependência de um único fornecedor ou rota de transporte, tornando essencial o planejamento de alternativas para manter o abastecimento contínuo.

Outro fator que tem influenciado o comércio internacional é o avanço dos acordos comerciais digitais, que visam facilitar o fluxo de mercadorias e serviços por meio da padronização de processos aduaneiros e do uso de tecnologias inovadoras. Acordos como o DEPA (Digital Economy Partnership Agreement) vêm sendo adotados por diversas nações, promovendo maior eficiência nas transações comerciais e reduzindo barreiras burocráticas.

Além disso, mudanças nas regulamentações alfandegárias em regiões estratégicas, como a União Europeia e os Estados Unidos, exigem que as empresas se adaptem rapidamente às novas exigências para evitar atrasos e custos adicionais nas operações de importação e exportação.

Embora os desafios logísticos ainda sejam complexos, o setor tem demonstrado uma capacidade notável de adaptação e inovação. A colaboração entre empresas, governos e instituições internacionais será fundamental para garantir a estabilidade do comércio global nos próximos anos.

Autora: Charlene Pavloski

Crédito da imagem: dashu83

O conhecimento de embarque é um dos documentos mais importantes do comércio internacional e usualmente é emitido após o do trânsito internacional da mercadoria. Comumente chamado de BL (Bill of Lading), é uma de suas funções confirmar a contratação do transporte internacional, sendo utilizado para dar posse da mercadoria. É necessário que ele seja entregue ao importador para que o mesmo o use para a liberação da mercadoria no destino, comprovando sua aquisição. Sua emissão está à cargo do armador e é assinado pelo comandante do navio ou pela agência marítima.

Endossar ou consignar o BL a um terceiro, que não necessariamente seja o proprietário da mercadoria, é uma prática legal e comum no comércio internacional. Porém é necessário atentar para alguns detalhes na emissão do conhecimento para que esse procedimento seja possível. Nem todos os conhecimentos de carga informam, mas no campo de identificação do Consignee (“consignatário”) é necessário constar os temos To Order (“À Ordem”) ou To Order Of (“À Ordem de”) para definir se é possível o endosso. O termo “To Order” significa que o BL não tem um consignatário específico, ou seja, o exportador deve retirar o BL na origem, endossá-lo e enviar ao destino para o importador, não podendo o importador endossá-lo a outra empresa. Já o BL com o termo “To Order Of” seguido dos dados do importador, não precisa ser endossado pelo exportador, ele está “à ordem” do importador e este pode endossá-lo e repassá-lo à qualquer outra empresa.

Além disso, existem dois tipos de endosso: o preto e o branco. O endosso em preto acontece quando o endossatário é referenciado no momento da transmissão do título de crédito. Já no endosso em branco o título é transmitido, porém sem a identificação do beneficiário.

Autor: Gustavo Luis Schmaedecke

A taxa de Ad Valorem ou também conhecida como frete valor, é uma tarifa aplicada com base no valor total da mercadoria. O principal objetivo é cobrir o custo do seguro de carga enquanto ela estiver sob a responsabilidade do transportador.

A taxa, normalmente é aplicada quando o dono dos produtos (embarcador) não tem o seguro, ou quando a apólice contratada não cobre o período ao qual a carga está em posse do transportador. Nesses casos, o fornecedor do transporte contrata uma seguradora e faz o repasse dos valores através da cobrança do Ad Valorem.

E para que realmente serve o Ad Valorem?

Quando o embarcador despacha a sua carga a uma transportadora para que o envio ao destino seja feito, a mercadoria fica sujeita a diversos contratempos que podem ocorrer durante o transporte, tais como avarias, roubos, extravios e acidentes.

Se por algum motivo, qualquer uma das situações informadas anteriormente se concretizarem, a transportadora contratada deverá indenizar o embarcador. O problema é que na grande maioria das vezes, esse ressarcimento acaba custando muito mais que o frete pago, representando um enorme risco ao transportador. Por isso, é necessário que as empresas do setor se protejam contra esses riscos.

Existem duas principais composições do Ad Valorem:

(1) RCTR-C (Responsabilidade Civil sobre o Transporte Rodoviário de Cargas): regulamentado pelo mesmo Decreto-Lei 61.687/67, esse seguro (conhecido como seguro de acidentes) é obrigatório ao transportador. Assegura o reembolso das reparações pecuniárias que a empresa de transporte seja obrigada a responder em função de perdas ou danos causados a bens e mercadorias de terceiros durante o transporte.

(2) RCF-DC (Responsabilidade Civil Facultativa do Transportador Rodoviário por Desaparecimento de Carga): cobre roubos e desvio de cargas. Esse seguro não é obrigatório, dessa forma, sua contratação também pode aumentar o ad valorem, mas proteger melhor a transportadora.

Como é calculado o Ad Valorem?

Estabelecer um percentual padrão para essa cobrança é muito difícil, pois diversas questões são consideradas, incluindo os custos operacionais que a transportadora tem para garantir um bom gerenciamento de riscos.

A cobrança de uma maneira geral, pode alterar entre 3% e 40% sobre o valor informado na DANFE. Essa variação deve-se a alguns fatores como distância percorrida, transit time, situação da conservação do trecho e de outras questões ligadas a segurança da carga.

Possui dúvidas sobre como a taxa é aplicada na cobrança do transporte rodoviário internacional ou nacional? Contate o nosso setor de logística internacional, nossos profissionais poderão lhe auxiliar com eventuais dúvidas.

Por Maicon Lorandi de Mello.

Fontes:
https://www.intelipost.com.br/blog/o-que-e-ad-valorem/
https://www.tecnovia.com.br/2017/08/24/ad-valorem-em-transporte-de-cargas-como-funciona-essa-taxa/

O complexo portuário de Santos, o principal do Brasil, atingiu novo recorde no total acumulado até julho deste ano, com um crescimento de 6% em relação ao melhor nível que já teve. Até julho cerca de 64,5 milhões de toneladas passaram pelo complexo, totalizando 1,5 milhão a mais que o primeiro semestre de 2017.

A alta acumulada nesse primeiro semestre foi de 4,1% para as cargas embarcadas e de 9,6% para as descargas. Nos embarques, o destaque foi para as exportações de milhos, celulose e sucos cítricos. Já com relação as descargas, o destaque foi para fosfato de cálcio, soda cáustica e amônia.

Com relação as operações com contêineres, vale destacar a tendência de crescimento da produtividade, atingindo o total de cerca de 2 milhões de TEU no semestre, quase 22 milhões de toneladas de cargas operadas. Isso se deve muito pelas condições de calado que propiciam a navegação de navios de maior porte.

Nesse primeiro semestre o complexo Santista participou com 27,7% na balança comercial do país. Porém se considerarmos apenas as trocas comerciais utilizando o sistema portuário, a participação atingiu 36,4%.

Os principais países de destino das cargas embarcadas foram: China, Estados Unidos e Argentina. Já com relação as importações, os principais países foram: China, Estados Unidos e Alemanha.

Diante desse cenário de crescimento, a projeção do acumulado do ano foi revisada para 133,3 milhões de toneladas, isso resultará em 2,7% a mais que 2017.

A época de final de ano sempre altera o trânsito internacional de cargas. É um período em que aumenta o consumo de bens para o Natal, e por isso há mais importações e exportações de mercadorias pelo mundo. Além disso, muitas empresas querem se organizar e fechar o ano com tudo em dia, bem como iniciar o próximo ano com o estoque completo, com a máquina nova para aumentar a produção, enfim…

Sendo este o cenário, é muito importante ter uma programação com espaço de folga para os embarques, pois atrasos nas saídas e chegadas das cargas podem se tornar mais frequentes.

Para se ter uma ideia, os navios da semana 50 (de 10/12 a 16/12), estão sem espaço com todos os armadores, principalmente de Shanghai, Ningbo, Qingdao e Xingang.

Considerando a semana 51 (de17/12 a 23/12), ainda é possível fazer reservas com alguns armadores, mas os bookings devem ser feitos com 7 a 10 dias de antecedência.

Como alternativa, podem ser consideradas rotas menos utilizadas: via Europa, Panamá, África, que são opções para embarque imediato.

No modal aéreo, também encontramos esse acúmulo de cargas nos finais de ano. Aqui temos o agravante de passageiros viajando mais para passar as festas com seus familiares, com suas bagagens ocupando o espaço que poderiam ir mercadorias.

Nesse caso, os locais com maior incidência são na Europa, principalmente em Lisboa. Assim como no caso marítimo, é possível verificar rotas alternativas para que se agilize ao máximo a chegada da carga no destino final.

Mesmo assim, segue sendo uma opção rápida para que tem essa opção de embarque

A Efficienza lhe auxiliará no que for preciso para que o embarque ocorra conforme sua necessidade. Contate-nos para verificar a melhor opção de embarque.

Por Fernanda Maschio

 

Instrução Normativa 32, regulamenta o trânsito de embalagens de madeira no transporte internacional. A IN 32/2015 entrou em vigor em 01/02/2016 e trata-se da obrigatoriedade de tratamento de madeira nas embalagens e suporte usados no transporte internacional de mercadorias conforme NIMF15.
O objetivo principal da IN 32/2015 é a preservação das florestas nacionais e gestão de riscos contra pragas.

A Normativa ainda gera dúvidas entre os importadores, terminais, agentes de cargas e demais envolvidos na cadeia logística. Para tanto, fazemos as seguintes recomendações adicionais:

– Visto que a informação da madeira é obrigatória, sugerimos aos exportadores e agentes de carga, informar no conhecimento do embarque, uma das seguintes informações:

»    A carga que contém embalagem de madeira:
1-    Wooden package: processed wood;
2-    Wooden package: treated and certified wood;
3-    Wood non-treated and non-certified;

»    A carga que NÃO contém embalagem de madeira:
1-    Wooden package: not aplicable;
2-    There is no wood inside the container;

Recordando que a Legislação prevê que todas as embalagens e suportes de madeira (bruta) devem ser TRATADAS E CERTIFICADAS, de acordo com a marca da NIMF15 ou do certificado fitossanitário de forma visível.

Sendo assim, não aconselhamos embarque de embalagem e suportes de madeira BRUTA não tratada sob risco de penalidades conforme a Instrução Normativa 32.

Com o aumento da competitividade no cenário internacional, muitas empresas estão reavaliando e buscando novas estratégias para otimização da cadeia de suprimentos. Dentro desse contexto, a logística internacional tornou-se peça fundamental para empresas que importam e exportam.

Além de ser uma ferramenta estratégica durante o processo de tomada de decisão de negócios internacionais, auxilia a gestão visando analisar a necessidade do cliente interno para suprir a demanda com rapidez e eficiência no transporte internacional, sem comprometer o orçamento da empresa.

Atualmente a logística internacional deixou de ser apenas uma ferramenta operacional, é vista como um sistema de soluções que, se devidamente interligadas, resultam em grandes negócios contribuindo para o desenvolvimento da empresa e a satisfação do cliente final.

Durante esse período político e econômico que o Brasil vive, estar atento as informações e movimentos do mercado é indispensável para obter sucesso nos negócios, uma vez que qualquer informação que possa passar despercebida poderá levar a uma decisão precipitada ou inadequada.

Diante disso, o processo de definição da logística internacional precisa levar em conta não somente os custos, mas também a qualidade, confiança e expertise do prestador de serviço a ser contratado.

Por Marieli Depieri De Lima

Com a globalização a logística internacional tornou-se fundamental para a economia e o desenvolvimento mundial. Pois é a partir dela que o processo de transporte de produtos e suprimentos passou a romper barreiras continentais, desenvolvendo capacidade de adaptação e agilidade nos transportes.
Dentro do contexto da logística internacional encontram se os modais de transporte. Entre os principais utilizados estão o Aéreo; Marítimo e Rodoviário. Eles possuem características especificas que devem ser levadas em consideração na hora da decisão do transporte internacional. Observe abaixo as vantagens e desvantagens de cada modal:
Aéreo
Vantagens:

  • Agilidade no transporte
  • Trafega a grandes distâncias e em rotas exclusivas
  • Seguro de transporte é muito baixo
  • Próximo aos grandes centros urbanos

Desvantagens:

  • Limite de volume e peso
  • Valor de frete elevado em relação aos demais modais

 
Marítimo
Vantagens:

  • Trafega a grandes distâncias
  • Comporta grandes volumes
  • Valor de frete relativamente baixo

Desvantagens:

  • Podem ocorrer alguns atrasos, embora não sejam comuns (como a omissão de porto)
  • Tempo de trânsito longo
  • Depende de vias apropriadas

 
Rodoviário
Vantagens:

  • Tráfego por qualquer rodovia (grande flexibilidade de rotas)
  • Elimina manuseio entre origem e destino

Desvantagens:

  • O valor de frete é elevado
  • Engloba somente América do Sul

Agora que você conhece um pouco mais sobre os modais, talvez fique mais fácil para você definir o modal com mais vantagens para o seu embarque.
Caso tenha alguma dúvida, entre em contato conosco que lhe auxiliaremos no que for necessário.
Autor: Depto. de Logística Internacional