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A balança comercial do Brasil vive novos ajustes ao longo de 2025, impulsionados por fatores geopolíticos, agronegócio em alta e a necessidade de diversificação de parceiros comerciais. Dois fatos recentes evidenciam essa mudança de rumo: a forte redução nas importações de diesel vindas da Rússia e o retorno dos EUA ao mercado chinês de soja, o que pode afetar o agronegócio brasileiro.

O país vinha importando volumes elevados de diesel da Rússia, que chegaram a representar cerca de 60% das importações brasileiras no primeiro semestre de 2025, mas esse percentual caiu para 17% em outubro.

O movimento se explica por três fatores principais:

– Novas sanções norte-americanas aos grupos russos Rosneft e Lukoil, que elevaram custos operacionais, de seguro e de transporte.
– Redução do diferencial de preço entre o diesel russo e fornecedores alternativos, com aumento de custo para navios operando sob risco de sanção ou seguro limitado.
– Brasil buscando novos fornecedores, entre eles EUA, Índia, Arábia Saudita e Omã, para mitigar risco de oferta.

Apesar da menor dependência russa, o custo de importação tende a subir, o que pode pressionar os preços internos de combustíveis e a diversificação de fornecedores fortalece a segurança de abastecimento, mas exige ajustes logísticos e contratuais. Em paralelo, a necessidade de fontes mais limpas de energia ganha relevância com o debate climático internacional e o Brasil se vê em meio ao COP30.

Enquanto isso, o agronegócio brasileiro enfrenta um ponto de atenção: com o acordo recente entre China e Estados Unidos que contempla a retomada de compras chinesas de soja americana, há estimativa de que o Brasil possa perder até US$ 4 bilhões em exportações de soja no curto prazo (3 a 6 meses). Apesar de ainda manter volumes muito altos, o país já bateu recorde de exportações de soja em 2025.

Desta forma, o comércio exterior brasileiro em 2025 mostra ao mesmo tempo oportunidades e riscos:

– O agronegócio segue forte, mas precisa se adaptar às novas dinâmicas de demanda e competição internacional.
– A realocação de cadeias de abastecimento (como combustíveis e insumos industriais) obriga o país a ser proativo, tanto em política comercial quanto em logística e infraestrutura.
– A diversificação de parceiros e produtos, além da adição de valor aos produtos exportados, surgem como imperativos estratégicos para manter a competitividade.

Para o Brasil, o desafio agora é transformar os ventos favoráveis (como os recordes de exportação de soja) em resiliência sustentável, enfrentando os ventos contrários (como a maior competição no mercado chinês e a elevação dos custos de importação).

Autora: Amanda da Silva

Em outubro de 2025, o Governo Federal anunciou um importante avanço para o comércio internacional: todos os órgãos anuentes, incluindo o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), concluíram sua integração ao Portal Único de Comércio Exterior.

Com essa adesão, o novo sistema de importação, que reúne a Declaração Única de Importação (DUIMP) e as licenças Flex, passa a operar integralmente. O objetivo é simplificar processos, padronizar práticas e aumentar a transparência, tornando as operações de importação mais rápidas e eficientes.

A expectativa é que, com a modernização, o tempo médio das operações de importação seja reduzido em até 40%, além de uma diminuição estimada de 14% nos custos logísticos. A integração digital entre os órgãos envolvidos e o compartilhamento automático de informações reduzam retrabalhos e prazos, promovendo um melhor desempenho nos processos.

Essa evolução também beneficia quem utiliza regimes especiais, como o Ex-Tarifário, já que a simplificação permite desembaraços mais rápidos e uma gestão mais eficiente de licenças e autorizações.

O avanço do Portal Único reforça o compromisso do Brasil em seguir melhores práticas internacionais de comércio exterior, priorizando a eficiência e transparência nos processos de importação e exportação.

A Efficienza segue acompanhando de perto todas as atualizações do setor e permanece à disposição para orientar sobre as mudanças que impactam diretamente suas operações internacionais.

Fonte: Agência Gov

Autora: Jennyfer Xavier da Silva

O comércio exterior do Brasil está passando por uma verdadeira revolução silenciosa. Longe dos holofotes, nos bastidores de portos, terminais e sistemas aduaneiros, uma transformação tecnológica vem ganhando força — e promete mudar radicalmente a forma como o país importa e exporta seus produtos. No coração dessa mudança está a DUIMP – a Declaração Única de Importação – que acaba de entrar em sua fase final de implementação. E quem vive o dia a dia do setor já sente os efeitos práticos dessa evolução.

Para quem atua diretamente com importações, a chegada da DUIMP tem sido um verdadeiro alívio. Ela veio para simplificar. Sai de cena uma série de formulários, exigências e etapas manuais que consumiam tempo e energia; entra um sistema mais fluido, integrado e intuitivo. Empresas que antes enfrentavam processos lentos e repletos de entraves agora conseguem liberar mercadorias com muito mais agilidade e segurança. Menos papel, menos erros, menos espera — e, principalmente, mais produtividade para toda a cadeia logística.

Essa transformação vai além da agilidade operacional: ela representa um avanço estratégico para o Brasil no cenário global. Processos mais eficientes, rastreáveis e transparentes fortalecem a competitividade das empresas brasileiras. Isso significa responder com mais rapidez às demandas do mercado internacional, reduzir custos e ganhar fôlego para explorar novos mercados. No fim das contas, cria-se um ambiente mais atrativo para investidores e parceiros comerciais mundo afora.

E não são apenas os importadores que estão colhendo os frutos desse novo momento. Quem exporta também tem motivos para comemorar. O algodão brasileiro, por exemplo, vem conquistando espaço em diversos países da América Latina, graças a uma logística mais eficiente e à qualidade do produto nacional. Já a indústria de transformação tem se reinventado, apostando em inovação e tecnologia para levar seus produtos a mercados mais exigentes – um feito que, até pouco tempo atrás, parecia bem mais distante da realidade.

Do lado das importações, o cenário também inspira otimismo. A procura por bens de capital e insumos industriais segue firme, indicando que a indústria brasileira começa a dar sinais concretos de recuperação. É claro que desafios persistem — como a queda no valor de commodities como a soja e o minério —, mas os exportadores estão se movimentando, buscando alternativas e mirando em nichos com maior valor agregado. A resiliência, mais do que nunca, é palavra de ordem.

Tudo isso evidencia que o comércio exterior brasileiro não está apenas evoluindo: ele está amadurecendo. A digitalização, a busca por eficiência e a abertura a novos mercados revelam uma mentalidade mais moderna, conectada e estratégica. Uma postura mais alinhada com os desafios e as oportunidades do cenário internacional. E para quem vive de Comex, a sensação é clara: essa transformação está só começando — e o melhor ainda está por vir.

Autor: Rafael Galeazzi Ferreira

As taxas relacionadas à importação têm sofrido alterações significativas nos últimos meses, impactando diretamente o setor comercial e afetando o custo de produtos estrangeiros no Brasil. Com o aumento das tarifas e novos encargos, as empresas importadoras enfrentam desafios para equilibrar os preços e manter a competitividade no mercado.

De acordo com especialistas em comércio exterior, o governo tem ajustado suas políticas fiscais com o objetivo de equilibrar a balança comercial e incentivar a produção nacional. O aumento das tarifas de importação de produtos como eletrônicos, móveis e têxteis é uma das mudanças mais notáveis, com algumas categorias chegando a ter acréscimos de até 10% nas taxas aduaneiras.

Além disso, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) tem sido ajustado em diversos estados, impactando diretamente o preço final das mercadorias importadas. Outro fator que tem gerado preocupação é o aumento das taxas de frete internacional, impulsionado por problemas logísticos globais e pela alta nos combustíveis.

“A combinação desses fatores tem gerado um cenário de incerteza para as empresas importadoras, especialmente as pequenas e médias, que já enfrentavam dificuldades em um mercado instável”, afirma Fernanda Lima, economista especializada em comércio exterior.

Por outro lado, o governo brasileiro destaca que essas medidas visam proteger a indústria nacional, principalmente em setores sensíveis, como o automotivo e o de tecnologia. “A ideia é equilibrar o comércio, estimulando a competitividade interna e incentivando a inovação nas empresas brasileiras”, afirmou um representante do Ministério da Economia.

Entretanto, as mudanças também podem afetar o poder de compra do consumidor, com o aumento de preços no varejo, especialmente em segmentos como eletrônicos e produtos de tecnologia de ponta. Empresários estão alertando para a necessidade de ajustes rápidos nos modelos de negócio para não perder competitividade no mercado.

Enquanto isso, as empresas de logística também se preparam para um ano desafiador, com a previsão de custos elevados e uma possível escassez de alguns produtos importados. Para muitos, a chave para atravessar esse cenário será a adaptação rápida e a busca por novos mercados e fornecedores.

O impacto dessas mudanças será monitorado ao longo de 2025, e muitos esperam que novas medidas sejam implementadas conforme a economia brasileira e os fluxos comerciais internacionais continuem a se ajustar.

Autora: Karen Alves Bitencourt

Foi publicado no Diário Oficial do Estado do Rio Grande do Sul no dia 26/05/2023, o Decreto 57.039/2023, o qual alterou o entendimento do Estado do Rio Grande do Sul com relação ao conceito de despesas aduaneiras, para fins de cálculo do ICMS devido na importação. Assim, de acordo com o novo decreto, entende-se como “despesas aduaneiras” aquelas devidas às repartições alfandegárias.

O Decreto nº 57.039/2023, alterou a nota, da alínea “e”, do inciso III, do art. 16, do Livro I do RICMS/RS, portanto não é mais necessário incluir as despesas com capatazia, relativa à atividade de movimentação de mercadorias. Esse valor de capatazia compreende o recebimento, conferência, transporte interno, abertura de volumes para a conferência aduaneira, manipulação, arrumação e entrega, bem como o carregamento e descarregamento de embarcações, quando efetuados por aparelhamento portuário (art. 40, § 1º, inciso I, da Lei 12815/13). No entanto, esses valores não devem ser incluídos na base de cálculo do ICMS, pelo fato de não terem nenhuma relação direta com os bens importados.

É importante salientar que outros impostos, taxas e contribuições aduaneiras devem ser incluídos obrigatoriamente para a composição da base de cálculo do ICMS devido na importação.

Autor: Diego Bertuol

O comércio eletrônico tem se expandido rapidamente nos últimos anos, impulsionando as importações de pequenos valores por pessoas físicas no Brasil. Plataformas especializadas em vendas internacionais como a Shein, Shopee e AliExpress têm ganhado espaço no mercado nacional e contribuído significativamente para o crescimento das importações. De acordo com dados do Banco Central, as importações de pequenos valores passaram de US$ 377 milhões em 2014 para US$ 13,1 bilhões em 2022, representando 4,4% do total de importações do país.

Créditos: CNN Business

O governo brasileiro está preocupado com o aumento das importações de pequenos valores, já que isso pode representar perdas na arrecadação de impostos e desequilíbrio na balança comercial. Uma das medidas em estudo para lidar com a situação é limitar a isenção de impostos sobre encomendas internacionais de até US$ 50, que são feitas no país por meio de plataformas de comércio eletrônico. A intenção é ampliar a fiscalização e a taxação das compras internacionais para reduzir as perdas e ampliar a arrecadação do governo.

Créditos: CNN Business

As importações e exportações de pequenos valores são uma rubrica das compras e vendas externas do país, que considera as operações feitas por meio de encomendas internacionais ou facilitadoras de pagamentos. Elas incluem produtos que chegam ou saem do Brasil transportados pelos Correios ou por empresas privadas de transporte expresso internacional, as chamadas courier. Muitas vezes, essas mercadorias são destinadas a pessoas físicas e não são registradas pelas estatísticas oficiais do governo. Por isso, o Banco Central e a Secretaria de Comércio Exterior estimam essas operações com base em informações de contratos de câmbio.

Autor: Pedro H Moretto Rodrigues

De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia, até a terceira semana do mês de setembro, o Brasil registrou US$ 13,33 bilhões em importações, tendo um crescimento de 27,4% quando comparado com o mesmo período em 2021. O acumulado do ano é de US$ 194,35 bilhões. Dessa forma, a balança comercial brasileira cresceu 59,4%, estando com um superávit de US$ 3,67 bilhões, com um total de US$ 47,55 bilhões no ano todo.

A advogada Sandra Regina Dias Maranholi ressalta a importância de estar atento quanto à correta classificação fiscal das mercadorias a serem importadas (Nomenclatura Comum do Mercosul – NCM). Tendo essa informação exata em mãos, o importador fica ciente de suas obrigações tributárias e administrativas em cada operação. Além disso, a correta NCM permite calcular os custos da importação a ser efetuada, a partir da informação de que impostos incidem sobre a operação.

Sandra também pontua que diversos produtos precisam de licenças ou certificações para entrarem em território nacional e serem liberados. Atenção redobrada para alimentos e medicamentos! Estes produtos exigem mais tempo para serem importados.

Produtos mais importados em setembro segundo o Boletim da Secretaria de Comércio Exterior:

Os produtos agropecuários, da indústria extrativa e da de transformação foram os que mais contribuíram para o aumento registrado esse mês. A indústria de transformação lidera com um crescimento de 27,3% e um total de US$ 12 bilhões. Nesse cenário temos: trigo e centeio não moídos (50,1% de crescimento); cevada não moída (8.244,2%); frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas (40,9%); fertilizantes brutos, exceto adubos (21,1%); outros minerais em estado bruto (24,6%); óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (264,6%); óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos, exceto óleos brutos (139,7%); compostos organo-inorgânicos, compostos heterocíclicos, ácidos nucléicos e seus sais, e sulfonamidas (61,7%); e inseticidas, rodenticidas, fungicidas, herbicidas, reguladores de crescimento para plantas, desinfetantes e semelhantes (86,5%).

FONTE: https://www.terra.com.br

Por: Marina Finger Longaray

Crédito da Imagem: rawpixel.com

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,102 bilhão na segunda semana de outubro, segundo boletim preliminar divulgado pela Secretaria de Comércio Exterior, ligada ao Ministério da Economia. O valor é resultado de exportações somando US$ 6,183 bilhões e importações de US$ 5,081 bilhões. No mês, as exportações atingiram US$ 7,899 bilhões e as importações, US$ 5,971 bi, com saldo positivo de US$ 1,929 bilhão. Em relação às importações, houve expansão de 50,3% na comparação entre as médias até a segunda semana de outubro/2021 (US$ 995,11 milhões) com outubro/2020 (US$ 662,27 milhões).

No acumulado até a segunda semana de outubro, comparando com outubro de 2020, o desempenho dos setores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 7,18 milhões (41,0%) em Agropecuária; de US$ 25,24 milhões (134,1%) em Indústria Extrativa e de US$ 287,07 milhões (46,5%) em produtos da Indústria de Transformação.

Entre os setores, o destaque ficou com a Indústria Extrativa, com alta na média diária de US$ 117,66 milhões (52,9%) no acumulado até a segunda semana do mês, comparando com igual período no mês do ano anterior. A Indústria de Transformação atingiu crescimento de US$ 251,37 milhões (48,8%) em produtos e a Agropecuária teve expansão de US$ 63,76 milhões (45,6%) na média diária.

Para a Secex, a combinação dos resultados também levou a um crescimento das importações. Os destaques ficaram para o milho não moído, exceto milho doce (+ 560,3% com alta de US$ 7,01 milhões na média diária); óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus; e nas importações de adubos ou fertilizantes químicos.

Por: Eduarda Balestro

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

Crédito: dashu83

Em um período de 3 meses, houve um aumento médio no valor do frete marítimo internacional de 93%, sendo que em alguns casos a variação foi de 300%. Com a contínua reabertura das atividades e retomada da economia global, o número de encomendas por insumos e mercadorias do comércio internacional dispararam, acima da capacidade logística dos armadores e terminais portuários, encarecendo o frete marítimo. Gargalos na cadeia de insumos na produção de produtos, com a demanda voltando mais rápido do que a oferta, além da concentração dos maiores players desse mercado são algumas das razões que explicam esse fenômeno.

Está havendo um grande aumento nos custos de transporte marítimo internacional, sendo que o valor médio de um embarque China-Brasil, de um contêiner de 40 pés, era de 2 mil dólares em junho de 2020. Em junho de 2021, os custos ultrapassaram a barreira dos 12 mil dólares.

Segundo estimativas da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a escalada dos preços de fretes para diferentes rotas deve permanecer vigentes nos próximos meses. O Brasil, inclusive, encontra-se numa posição vulnerável neste contexto.

A explicação para a disparada do frete marítimo, o preço dos contêineres pode ter relação por vários fatores. As razões foram se acumulando ao longo deste um ano e meio. O preço do frete não foi atingido de uma hora para outra. Esse processo teve início ainda no ano passado, quando os importadores retomaram as compras após o auge da pandemia no exterior. Um dos principais fatores é, de fato, a consolidação do segmento. Os quatro maiores armadores do setor detêm quase 60% do Market Share global. E essa tendência deve continuar acontecendo.

A gigante dinamarquesa Maersk Line, que contava com 630 navios e mais de 30 mil colaboradores, fundiu-se há alguns anos com a alemã Hamburg Süd, que também estava entre as dez maiores. Outro aspecto importante, diz respeito as alianças globais. Armadores que competiam ferozmente antes da crise do Subprime, hoje operam juntos nos mesmos navios. O mercado de frete marítimo é puxado essencialmente pela oferta e demanda dos agentes do mercado. Quando a procura é maior que a capacidade de produção, os preços irão subir, tirando o peso as alianças globais e consolidações.

Por: Charlene Pavloski

Fonte: Suno

Comenta-se com frequência compreender o que é balança comercial e como ela opera na economia, visto que este é um indicador econômico que possui relação direta com o Produto Interno Bruto (PIB) territorial. Por meio da balança comercial, é possível vislumbrar a situação financeira de uma nação em comparação às demais.

O conceito de balança comercial refere-se ao resultado da diferença entre as exportações e importações que um país realizou em um determinado período. Ou seja, o saldo da balança comercial pode ser descoberto fazendo uma subtração do valor das importações a partir do valor das exportações. O resultado do cálculo da balança comercial é sempre apresentado na forma de dólares americanos. Vale ressaltar que além de importações e exportações, existem alguns outros fatores que influenciam este indicador.

No contexto da balança comercial, é muito comum ouvir os termos déficit, superávit e equilíbrio. Esses conceitos se relacionam com o resultado do cálculo do indicador. Quando há um superávit, o saldo da balança comercial foi positivo, ou seja, que o volume exportado pelo país foi maior do que o importado. Assim, o país embolsou mais dinheiro do que extenuou. No caso do déficit, acontece o contrário, o país importou mais itens do que exportou, ficando com um saldo negativo. Já o estado de equilíbrio comercial acontece quando os valores de importação e exportação são equivalentes, consentindo o saldo do país estável.

Na economia brasileira, a balança comercial atua impactando diretamente no cálculo do PIB. Esse índice pode ser ilustrado como o resultado oficial de toda quantia que foi produzida e comercializada dentro do Brasil, durante o período de um ano. Quando a balança comercial está favorável e apresenta um superávit, constitui que mais recursos estão adentrando no país, aperfeiçoando a economia e gerando mais renda, desta forma, o PIB tende-se a crescer. Em contrapartida, bem como a balança comercial apresenta um déficit, a economia fica estremecida, o PIB acaba sofrendo esse impacto e tende a manifestar um resultado negativo também. Por isso, acompanhar de perto os resultados da balança comercial é uma ótima estratégia para entender como a economia do país deve se comportar nos próximos meses e até anos.

Fonte: https://www.onze.com.br

Por: Fernanda Maciel