A logística internacional está passando por um período de transformação impulsionada pela globalização, avanços tecnológicos e mudanças no comércio mundial, sem contar as dificuldades trazidas pelas crises no Oriente Médio, tarifaço contra alguns países, aumento nos valores de fretes em todos os modais e congestionamento nos portos.

Os fretes aéreos e marítimos aumentaram significativamente em relação ao ano passado. E isso atrelado ao congestionamento portuário ao redor do mundo, causa atrasos e aumenta os custos e a pressão nos importadores e exportadores.

A adoção de tecnologias avançadas, como a IA, está melhorando o setor e trará inúmeros benefícios. Aliado à preocupação com o meio ambiente e a responsabilidade social, a adoção de práticas sustentáveis está aumentando cada vez mais, inclusive com o uso de veículos autônomos em alguns portos, o que agilizará muito as movimentações das cargas.

Por mais que estejamos enfrentando desafios significativos, também temos muitas oportunidades para empresas que buscam expandir suas operações e melhorar a eficiência. Com a adoção de tecnologias avançadas e práticas sustentáveis, as empresas podem se posicionar para o sucesso no mercado global com uma rapidez ainda maior.

Autora: Fernanda Dal Corso Valentini

Em outubro de 2025, o Governo Federal anunciou um importante avanço para o comércio internacional: todos os órgãos anuentes, incluindo o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), concluíram sua integração ao Portal Único de Comércio Exterior.

Com essa adesão, o novo sistema de importação, que reúne a Declaração Única de Importação (DUIMP) e as licenças Flex, passa a operar integralmente. O objetivo é simplificar processos, padronizar práticas e aumentar a transparência, tornando as operações de importação mais rápidas e eficientes.

A expectativa é que, com a modernização, o tempo médio das operações de importação seja reduzido em até 40%, além de uma diminuição estimada de 14% nos custos logísticos. A integração digital entre os órgãos envolvidos e o compartilhamento automático de informações reduzam retrabalhos e prazos, promovendo um melhor desempenho nos processos.

Essa evolução também beneficia quem utiliza regimes especiais, como o Ex-Tarifário, já que a simplificação permite desembaraços mais rápidos e uma gestão mais eficiente de licenças e autorizações.

O avanço do Portal Único reforça o compromisso do Brasil em seguir melhores práticas internacionais de comércio exterior, priorizando a eficiência e transparência nos processos de importação e exportação.

A Efficienza segue acompanhando de perto todas as atualizações do setor e permanece à disposição para orientar sobre as mudanças que impactam diretamente suas operações internacionais.

Fonte: Agência Gov

Autora: Jennyfer Xavier da Silva

No dia 10 de setembro de 2025, a Receita Federal divulgou a Solução de Consulta nº 7.010, trazendo esclarecimentos sobre a aplicação do regime de Ex-Tarifário na importação de bens de capital. De acordo com o entendimento firmado, a redução da alíquota do Imposto de Importação prevista nesse regime, conforme estabelecido pela Portaria ME nº 309/2019, é válida tanto para bens novos quanto usados, mesmo quando destinados à incorporação ao ativo imobilizado das empresas ou à revenda futura.

A medida reforça o entendimento jurídico de que a redução da alíquota se estende às importações de equipamentos usados, desde que realizadas dentro do período de vigência do ato concessório.

Para os setores industriais e empresas que dependem da importação de máquinas, equipamentos ou bens de capital usados, a decisão oferece maior segurança jurídica e potencial redução da carga tributária.

A Efficienza está atenta nas atualizações e novidades relativas ao Comércio Exterior par auxiliar da melhor maneira possível no seu processo.

Autor: Diego Bertuol

Informamos que o cronograma de desligamento dos módulos de Licenciamento de Importação (LI) e Declaração de Importação (DI) do Siscomex foi atualizado. A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e a Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil (RFB) divulgaram o cronograma atualizado de desligamento do sistema Siscomex LI/DI, marcando a ampliação do uso obrigatório dos módulos LPCO e Duimp no Portal Único de Comércio Exterior, conforme as diretrizes do Novo Processo de Importação (NPI).

Como informado na última reunião do Subcomitê de Cooperação do Comitê Nacional de Facilitação do Comércio (CONFAC), realizada em 12 de setembro de 2025, o desenvolvimento do Novo Processo de Importação (NPI), por meio da DUIMP, foi retomado. A proposta de plano de ação para monitorar a migração das operações para o NPI prevê a realização de avaliações mensais para acompanhar o andamento desse processo.

A proposta para a primeira fase da retomada do desligamento prevê seu início na segunda quinzena de novembro. Nessa etapa, as importações que se enquadrarem nos critérios especificados na planilha abaixo deverão, obrigatoriamente, ser registradas por meio da DUIMP.

A imagem apresenta uma tabela com o cronograma de desligamento da LI/DI por modalidade de transporte e tipo de operação, organizado por datas específicas

 

Autor: Diego Bertuol

O Porto de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, registrou em 2025 recordes históricos de movimentação de cargas, reforçando sua posição estratégica para a economia local e o comércio exterior brasileiro. Com melhorias em infraestrutura e equipamentos, o terminal opera com maior eficiência, permitindo o escoamento ágil de produtos agrícolas, metalúrgicos e industriais.

Entre janeiro e maio de 2025, o porto acumulou 16,1 milhões de toneladas movimentadas, representando um aumento de 9,86% em relação ao mesmo período de 2024. No primeiro semestre, o crescimento foi de 6,42%, totalizando 19,7 milhões de toneladas, o melhor desempenho desde 2021. A movimentação de contêineres também apresentou crescimento expressivo, com 547.157 TEUs movimentados, alta de 25,89% sobre o ano anterior.

A região portuária, também conta com uma rede de zonas secundárias e terminais de apoio que ampliam a eficiência logística. Esses pontos permitem o recebimento, armazenamento e consolidação de cargas antes do embarque principal, otimizando o fluxo de mercadorias e reduzindo custos operacionais.

Apesar de contar com acesso ferroviário limitado, o porto tem ampliado sua capacidade de integração com transporte rodoviário, garantindo competitividade e rapidez no transporte de mercadorias. Investimentos em tecnologia e práticas sustentáveis, como eletrificação de equipamentos e gestão ambiental, tornam o porto referência em logística moderna e responsável.

Para a indústria gaúcha, o Porto de Rio Grande representa um motor de crescimento: fortalece cadeias produtivas, facilita exportações e conecta o Sul do Brasil aos principais mercados internacionais. Empresas brasileiras de todos os setores têm agora uma oportunidade concreta de aproveitar essa rota eficiente e estratégica, expandindo negócios e fortalecendo sua presença no comércio global.

Autor: Victor Granado Gössling

Nos últimos meses, o comércio exterior tem enfrentado fortes turbulências, afetando diretamente o Brasil e outras economias globais.

A recente decisão do presidente norte-americano, Donald Trump, de impor tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros acendeu um alerta nas empresas nacionais que mantêm relações comerciais com os Estados Unidos. O aumento das barreiras tarifárias compromete a competitividade das exportações brasileiras no mercado norte-americano e exige das companhias uma reavaliação de suas estratégias internacionais.

Diante desse cenário, a Europa surge como alternativa estratégica. Com economia forte, alto consumo interno e relações comerciais consolidadas com o Brasil, o continente se mostra receptivo a novos acordos e parcerias

Soma-se a isso a aproximação comercial consolidada nas últimas décadas, em especial com o acordo Mercosul-União Europeia, que, em fase final de negociação, prevê redução tarifária e maior facilidade de acesso ao mercado europeu.

Atualmente, as relações comerciais com a Europa já têm peso significativo na balança comercial do Brasil. Produtos do agronegócio, alimentos, bebidas, têxteis e cosméticos vêm conquistando espaço em países como Alemanha, França, Holanda e Portugal.

Do lado europeu, o Brasil tem se beneficiado da importação de equipamentos de alta tecnologia, fertilizantes, insumos industriais e maquinário de ponta.

A ampliação da presença brasileira na Europa também representa uma oportunidade estratégica de reduzir a dependência de mercados mais instáveis politicamente, como o norte-americano.

Além disso, o ambiente regulatório europeu — marcado por previsibilidade jurídica, padronização técnica e valorização da sustentabilidade — favorece empresas dispostas a se adequar a padrões elevados de qualidade.

Com um mercado europeu cada vez mais aberto a novas parcerias, o momento é estratégico para que empresas brasileiras invistam em capacitação e adaptação, fortalecendo sua presença global.

Mais do que uma necessidade diante das tarifas impostas pelos EUA, trata-se de uma oportunidade de reposicionar o Brasil como protagonista no comércio internacional, explorando ao máximo o potencial de seus produtos e serviços em um dos blocos econômicos mais relevantes do mundo.

Autor: Matheus Corti Pigozzo

O Novo Processo de Importação é uma iniciativa do Governo Federal para modernizar, simplificar e desburocratizar as operações de comércio exterior no Brasil. Ele substituirá o antigo sistema Siscomex através de uma plataforma digital integrada, que permite que empresas realizem todas as etapas de importação em um único ambiente online.

Todos os órgãos anuentes (como Anvisa, Ibama, MAPA, Receita Federal) estarão totalmente integrados ao NPI até setembro de 2025 e permitirá que até 80% das operações que exigem licenciamento utilizem o modelo Licença Flex, que utiliza de uma única autorização para múltiplas transações comerciais.

As principais funcionalidades serão:

• Declaração Única de Importação (DUIMP): Substitui a antiga Declaração de Importação (DI), reunindo em um único documento todas as informações necessárias para o processo de importação.

• Licenças, Permissões, Certificados e Outros Documentos (LPCO): Módulo que permite o registro de licenças e autorizações necessárias para a importação de determinados produtos.

• Pagamento Centralizado do Comércio Exterior (PCCE): Sistema que centraliza o pagamento de taxas, impostos e tarifas, facilitando o processo para os importadores.

• Suporte ao Modal Terrestre: Inclusão do modal rodoviário nas operações de importação, ampliando a abrangência do sistema.

Quais são os benefícios esperados:

• Redução de Burocracia: Estima-se que o volume de operações sujeitas a licenciamento será reduzido de 41% para 20% do total.

• Agilidade nos Processos: O tempo de liberação de mercadorias será significativamente reduzido, com a Anvisa, por exemplo, passando de um prazo de 2 dias para apenas 5 minutos.

• Maior Competitividade: A simplificação e modernização dos processos tornam as empresas brasileiras mais competitivas no comércio internacional.

Autora: Sabrina de Oliveira Luz

A Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), publicou em 1º de setembro de 2025 a Portaria Secex nº 430, que regulamenta o artigo 10 da Medida Provisória nº 1.309 (de 13 de agosto de 2025). A medida concede uma prorrogação excepcional de prazos de suspensão de tributos no regime aduaneiro especial de drawback suspensão.

A prorrogação vale por mais um ano, em caráter excepcional, para atos concessórios de drawback suspensão cujos compromissos de exportação para os Estados Unidos foram comprovadamente afetados por medidas unilaterais desse país sobre produtos brasileiros. Essa possibilidade de extensão aplica-se apenas se:

1. o prazo original do ato concessório venha a expirar entre 9 de julho e 31 de dezembro de 2025;

2. já tenha ocorrido prorrogação anterior desse ato pelo Departamento de Operações de Comércio Exterior (Decex);

3. o ato concedido não esteja encerrado nos termos da Portaria Secex nº 44, de 24 de julho de 2020.

A medida também contempla atos concedidos a empresas fabricantes-intermediárias, que produzem bens intermediários destinados à industrialização de produto exportado.

Importante salientar que há exigências documentais a serem acatadas: além da comprovação do compromisso de exportação afetado, as empresas interessadas devem apresentar ao Decex contratos ou outros documentos anteriores a 13 de agosto de 2025 que atestem intenção comercial de exportação para os Estados Unidos, bem como requerimento formal eletrônico via Siscomex.

A medida busca atenuar os impactos sofridos por exportadores brasileiros em razão de sanções ou barreiras tarifárias impostas unilateralmente pelos Estados Unidos. Ao conceder prazo adicional de vigência aos atos de drawback ainda vigentes, o governo pretende preservar a competitividade, evitar perdas comerciais e oferecer segurança jurídica para os contratos de exportação afetados.

Fonte: Gov.br

Autor: Guilherme Nicoletto Adami

O mês de outubro é marcado por um dos feriados mais importantes da China, a “Golden Week” ou Semana Dourada, que pode impactar significativamente a logística internacional. Durante esse período, que ocorre de 1º a 7 de outubro, as empresas e fábricas chinesas fecham temporariamente, resultando em atrasos na produção e transporte de mercadorias.

É esperado que nesse período (pré e pós feriado) ocorram atrasos no transporte, pois os portos ficam congestionados com o acúmulo de cargas, causando dores de cabeça para os importadores. Além disso, os valores tendem a aumentar significantemente.

Para evitar transtornos, é muito importante ter um estoque para suprir esses possíveis atrasos, e em casos urgente, o modal aéreo vem a ajudar a atender as demandas urgentes dos clientes. É fundamental que as empresas que operam no comércio internacional estejam cientes e planejem suas operações de acordo, para minimizar os impactos e garantir a eficiência da cadeia de suprimentos.

Caso você tenha algum embarque urgente, podemos ajudar com os espaços que temos em mãos!

Autora: Fernanda Dal Corso Valentini

No primeiro mês de vigência da tarifa de 50% imposta pelo governo norte-americano, houve uma queda de 18,5% (US$ 3,39 bi para US$ 2,76 bi) das exportações brasileiras para os Estados Unidos em comparação com o mesmo período do ano anterior. Já, as exportações para a China aumentaram em 29,9% (US$ 7,38 bi para US$ 9,59 bi). O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) divulgou estes dados no último dia 4.

No geral, as exportações brasileiras caíram para 9,3%, se comparado aos 11,8% registrado no mesmo mês do ano anterior.

Entretanto, Herlon Brandão, Diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do MDIC, não atribui o resultado a um impacto de mudanças impostas pelo novo regime tarifário. “Para falar o que é efeito de tarifa, é preciso de tempo”, diz. “Não tem como aferir que é o produto de um país indo para outro.”

Além disso, para Brandão, choques tarifários costumam causar grande impactos comerciais. “É muito provável que, sim, [o recuo das exportações para os EUA] esteja relacionado a uma maior tarifa, que gera um maior nível de preços e uma redução de demanda”, disse.

O resultado foi de queda de 11,9% para a União Europeia. Caso forem analisadas todas as exportações e importações brasileiras para diferentes países, o saldo da balança comercial no mês foi positivo em US$ 6,1 bilhões, em relação ao mesmo mês de 2024, teve um aumento de 35,8%.

No entanto, os dados demonstram uma significativa queda no valor embarcado para os EUA de produtos sujeitos às novas tarifas, como açúcar (-88,4%), carne bovina (-46,2%) e madeira (-39,9%).

Além disso, os valores absolutos importados pelo país de produtos inclusos nas isenções posteriormente anunciadas pelo governo Donald Trump também recuaram. Como por exemplo, as aeronaves e partes de aeronaves (-84,9%), óleos combustíveis (-37%), minério de ferro (-100%) e celulose (-22,7%).

“Eles caíram mesmo não estando sujeitos às tarifas. Então, atribuo muito aos efeitos da antecipação de julho”, diz Brandão. No mês citado, quando já se sabia que as taxas entrariam em vigor no dia 6 de agosto, foi antecipado um grande volume de compras por estadunidenses.

Porém, o mês não foi marcado apenas por recuos. Também houve crescimento nas vendas para os EUA de produtos como instalações e equipamentos de engenharia civil, óleos e gorduras animais, albumina, pneu de borracha, alumínio, veículos de transporte de mercadorias, café não torrado, geradores elétricos e suco de laranja.

Houve uma queda, se comparado com o ano passado, nos preços de diversas commodities exportadas para a China. Mesmo assim, teve um crescimento no volume embarcado impulsionando o crescimento no valor absoluto enviado ao país asiático. Pode ser destacado o aumento no valor exportado de óleos brutos de petróleo (75%), soja (28,4%), carne bovina (84%), minério de ferro (4,9%) e açúcar e melaço (20%).

Além da China, o relatório do MDIC destaca o crescimento nos valores importados para nações como o México (43,8%), Argentina (40,4%) e Japão (7,6%).

Fonte: IstoÉ Dinheiro

Autora: Helena Melina Campagnolo Ribeiro