Aprovada em etapas ao longo dos últimos anos, a Reforma Tributária brasileira promete remodelar profundamente o ambiente de negócios — e seus efeitos no comércio internacional já começam a ser discutidos por especialistas e entidades do setor.
O novo sistema, que substitui uma série de tributos atuais por um Imposto sobre Valor Agregado (IVA) dual, tem como objetivo simplificar a cobrança, reduzir a cumulatividade e tornar o ambiente tributário mais previsível. Para empresas que atuam no exterior, isso pode representar ganhos importantes de competitividade.
Entre os principais impactos projetados está a redução dos custos operacionais. Com regras mais claras e unificadas, espera-se uma menor burocracia na apuração e compensação de créditos, algo especialmente relevante para exportadores. A desoneração das exportações — um dos pilares do modelo — tende a diminuir o chamado “custo Brasil”, tornando produtos nacionais mais atraentes no mercado internacional.
Por outro lado, o período de transição até a completa implementação do novo sistema, previsto para durar vários anos, pode gerar incertezas no curto prazo. Algumas empresas temem dificuldades de adaptação e possíveis conflitos entre as regras antigas e as novas, o que pode afetar temporariamente a fluidez das operações de importação e exportação.
Especialistas também apontam que a reforma pode aumentar a transparência e aproximar o Brasil de padrões tributários internacionais, facilitando acordos comerciais e investimentos estrangeiros. A expectativa é que a modernização tributária eleve o país em rankings globais de competitividade e ambiente de negócios.
Enquanto o texto final ainda passa por regulamentações complementares, o setor empresarial acompanha de perto cada etapa de implementação. A aposta geral é que, apesar dos desafios iniciais, a reforma tende a fortalecer a posição do Brasil no comércio global ao longo dos próximos anos.
Autora: Carolina Gottert Três



